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Governo Lula reprova tarifas dos EUA de 25% sobre produtos brasileiros

Brasil anuncia medidas de reação após decisão do governo americano

Gabriel Rodrigues16 de julho de 2026 às 01:00
Governo Lula reprova tarifas dos EUA de 25% sobre produtos brasileiros

Na madrugada desta quinta-feira, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua reprovação à decisão do governo dos EUA de aplicar novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A administração argumentou que não há justificativas para tal imposição, considerando que os EUA têm um superávit comercial com o Brasil.

O Brasil iniciará de imediato os procedimentos para utilizar a Lei de Reciprocidade, que foi aprovada por unanimidade pelo Congresso em 2025, e levará o assunto para análise na Organização Mundial do Comércio (OMC). Esta legislação permite que o país tome contramedidas contra ações unilaterais prejudiciais à sua competitividade.

O Brasil reafirma sua intenção de diversificar mercados e proteger setores afetados pelo tarifaço.

Em comunicado da Secretaria de Comunicação Social, o governo enfatizou que não reconhece a legitimidade de investigações que não respeitem as regras internacionais de comércio. O governo também tem dedicado esforços para convencer o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) a encerrar investigações que considera infundadas sobre práticas de comércio desleal do Brasil.

As alegações que ligam o sistema de pagamentos do Pix e a regulação das plataformas digitais a práticas desleais foram descritas como 'descabidas', e as acusações de desmatamento foram classificadas como 'absurdas'. O governo criticou aqueles que apoiam o tarifaço, chamando-os de 'falsos patriotas' motivados por interesses políticos.

A decisão de impor tarifas sobre produtos brasileiros emerge como um revés para os esforços do governo Lula e de representantes empresariais de ambos os países em evitar um aumento das tensões comerciais. O impacto real das novas tarifas dependerá da definição concreta dos produtos afetados, embora se acredite que itens como carne e café possam ser isentos inicialmente.

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