Audiência nos EUA mostra resistência a tarifa sobre produtos do Brasil
Empresários brasileiros veem tarifação como decisão política de Trump

Durante o primeiro dia das audiências públicas organizadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), ficou evidente que a proposta de tarifação de 25% sobre produtos brasileiros não possui a fundamentação técnica necessária, conforme apontado por empresários e economistas do Brasil.
As considerações feitas durante o evento revelam um apoio amplo aos argumentos apresentados pelo governo brasileiro, que defende que tal tarifa tem uma motivação política mais do que técnica. Discutindo a questão, vários setores americanos, especialmente aqueles ligados à pecuária e ao etanol, mostraram-se favoráveis à implementação de um novo tarifaço.
✨ O pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, busca influenciar a decisão de Trump contra o tarifaço, reconhecendo a urgência de resoluções antes das eleições.
Flávio Bolsonaro, que chegou aos EUA no último domingo, é um dos que esperam reverter a situação, tentando convencer o presidente Trump a não avançar com o tarifaço de modo que a decisão seja adiada até depois das eleições. A preocupação é que uma vitória de Bolsonaro possa resultar em concessões perigosas para o Brasil.
Os produtores de etanol e açúcar sentem-se especialmente vulneráveis neste cenário. Cientes da posição de Flávio, aliados dos ex-presidentes Jair Bolsonaro e Lula da Silva observam atentamente que um erro de comunicação durante essas audiências poderia fornecer novos argumentos ao governo atual.
A equipe de Lula está preparada para contra-atacar o diálogo de Flávio, argumentando que a administração atual não está se furtando a negociações com os EUA. Assessores ressaltam que o foco de Flávio Bolsonaro é a audiência doméstica, uma estratégia vista como fake news pela equipe de Lula.
Contexto
O governo brasileiro optou por não se inscrever para falar nas audiências sobre tarifas, mas enviou representantes na condição de observadores, uma decisão que reflete a visão de que o espaço não é ideal para discussões efetivas. Em vez disso, o Brasil pretende focar em negociações diretas em alto nível.
O USTR está sob pressão, já que o governo brasileiro espera que um entendimento possa ser alcançado antes do prazo fixado de 15 de julho. Recentemente, houve encontros entre autoridades em que foram apresentados dados sobre a relação comercial entre os dois países.
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