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Lula prepara duas estratégias para tarifa dos EUA sobre exportações brasileiras

Decisão dos EUA pode causar impacto significativo nas exportações do Brasil

Gabriel Rodrigues10 de julho de 2026 às 17:05
Lula prepara duas estratégias para tarifa dos EUA sobre exportações brasileiras

O governo brasileiro está analisando dois cenários em resposta à proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre uma parte das exportações do Brasil. A decisão final do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) provavelmente será divulgada até o dia 15 de julho, embora a palavra final pertença ao presidente Donald Trump.

A avaliação no Planalto indica que a implementação da sobretaxa é a opção mais provável. Caso isso ocorra, o governo buscará ampliar a lista de produtos isentos das novas tarifas, embora ainda não tenha recebido informações oficiais sobre quais setores poderão ser afetados.

Uma segunda possibilidade considerada é o adiamento da decisão até após as eleições gerais brasileiras em outubro. Essa alternativa ganhou força após Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sugerir uma suspensão temporária das tarifas durante uma audiência em Washington, mas no governo há uma preocupação de que isso poderia comprometer a credibilidade da investigação do USTR.

A proposta de tarifas é considerada injustificada economicamente, uma vez que os EUA têm um superávit comercial com o Brasil.

O governo brasileiro refuta os fundamentos da investigação que alega implicações em áreas como comércio digital, políticas sobre o Pix, e combate à corrupção. Embora o desfecho possa ser desfavorável, Lula orienta sua equipe a manter negociações ativas.

Contexto

Durante as audiências do USTR, 63 dos 85 participantes se opuseram às tarifas, evidenciando a resistência contra a medida proposta.

A avaliação atual sugere que a disputa transcende questões econômicas, infiltrando-se em um contexto político mais amplo, onde o governo Lula enfrenta pressão não apenas comercial, mas também relacionada a críticas de grupos ideológicos nos EUA.

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