Meta busca acabar com estoque de pedidos pendentes

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva almeja eliminar a fila de pedidos de benefícios do INSS até setembro de 2026, conforme anunciou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.
Essa meta foi revelada durante um café da manhã com jornalistas. Segundo Queiroz, o objetivo é erradicar o passivo acumulado e permitir apenas que os novos requerimentos sejam analisados.
✨ A fila no INSS chegou a 1,8 milhão de processos em junho, o menor número em 21 meses.
Embora se afirme que 'zerar a fila' não elimine completamente a espera por benefícios, já que cerca de 1,3 milhão de novos pedidos são apresentados mensalmente, o governo federal está se esforçando para minimizar o acúmulo.
As estatísticas revelam uma queda significativa no número de processos pendentes, que desceram de 3,1 milhões em fevereiro para 1,8 milhão em junho. Em junho, 360 mil pedidos foram eliminados da fila, sendo 210 mil deles parados há mais de 45 dias.
A alteração se deve a um esforço conjunto que inclui mutirões de atendimento, análises expandidas de processos e o programa de Perícia Conectada, que agora abrange 700 agências capacitadas para atendimentos remotos.
Outro tema abordado pelo ministro foi o retorno dos valores descontados irregularmente de aposentados e pensionistas. Até 25 de junho, mais de 3 bilhões de reais foram devolvidos a 4 milhões de beneficiários afetados.
Essa devolução está acontecendo no âmbito da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e Controladoria-Geral da União, que investiga os descontos realizados sem autorização dos segurados.
As investigações indicam que esses descontos podem totalizar 6,3 bilhões de reais de 2019 a 2024. A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal uma prorrogação no prazo das investigações para concluir a análise de materiais apreendidos.
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