Growth Energy critica Brasil por discriminação contra etanol americano
Entidade defende tarifas para combater barreiras comerciais no setor

A Growth Energy, associação que representa a indústria de biocombustíveis dos Estados Unidos, critica severamente o Brasil por práticas que, segundo eles, dificultam a importação de etanol americano. A medida é vista como parte de um padrão de discriminação em relação ao produto norte-americano, com a entidade celebrando a recente decisão do governo Trump de aplicar uma tarifa extra de 25% sobre diversos produtos brasileiros.
Críticas ao programa RenovaBio
Além das tarifas, a Growth Energy direcionou sua atenção ao RenovaBio, um programa brasileiro projetado para impulsionar a descarbonização do setor de combustíveis. A associação alega que este programa cria obstáculos à certificação do etanol americano, limitando sua capacidade de competir no mercado brasileiro.
✨ Tais barreiras prejudicam o acesso ao mercado, mas também impactam exportações dos EUA para regiões como Reino Unido e Japão.
A presidente da Growth Energy, Emily Skor, destacou os prejuízos que a falta de reciprocidade comercial tem causado aos produtores de milho e às usinas de etanol nos EUA, enfatizando que a associação não busca tratamento preferencial, mas sim uma relação comercial justa.
Contexto do Comércio de Etanol
A disputa entre Brasil e Estados Unidos sobre o comércio de etanol vem se arrastando desde 2017, quando o Brasil restringiu a isenção de importação do etanol americano e passou a aplicar cotas. O governo brasileiro argumenta que tais medidas são necessárias para proteger sua indústria local.
A Growth Energy considera que as tarifas implementadas pelo governo dos EUA são uma forma de defesa contra a restrição brasileira, que pode afetar novos mercados para o etanol americano, como os combustíveis sustentáveis para aviação e transporte marítimo.
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