Haddad apoia investigação sobre Wagner em caso do Banco Master
Pré-candidato do PT ressalta a importância da aplicação da lei para todos.

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, manifestou apoio à investigação da Polícia Federal que envolve o senador Jaques Wagner, também do PT, durante sua participação em um podcast na quinta-feira (19).
A operação faz parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga as ligações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com a política. Haddad afirmou que a aplicação das leis deve ser igual para todos os cidadãos, independentemente de suas alianças.
✨ Fernando Haddad defende a ética na política e a aplicação da lei para todos.
Em sua fala, Haddad enfatizou: "A questão ética na política exige que a lei seja aplicada, independentemente de preferência pessoal. Se alguém próximo cometer um erro, isso é lamentável, mas a justiça deve prevalecer."
Ele comparou a situação a uma comunidade religiosa, onde um membro pode errar, mas deve ser responsabilizado por suas ações. Haddad também elogiou a independência da PF durante as investigações, contrastando com o governo anterior, onde, segundo ele, as investigações eram limitadas quando envolviam aliados.
""Não queremos injustiça para ninguém. O país deve operar assim. Se um aliado errou, ele precisa enfrentar as consequências."
Além disso, Haddad questionou as doações que Flávio Bolsonaro recebeu de Vorcaro para a produção de um filme, afirmando que solicitar uma quantia tão elevada para um filme de baixo orçamento não faz sentido, sugerindo que uma investigação nessa questão também seria pertinente.
Operação Compliance Zero
A operação investiga um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. O senador Jaques Wagner é suspeito de ter recebido vantagens indevidas em troca de apoio político. Os detalhes das investigações incluem bens luxuosos e gastos extravagantes.
As investigações revelaram a compra de um apartamento de luxo em Salvador com recursos do Banco Master, ingressos para um show de Taylor Swift e a apreensão de US$ 49 mil em um endereço relacionado a Wagner. O caso envolve a estreita relação entre Wagner e Augusto Lima, outro nome ligado às investigações.
Haddad destacou a transparência e a responsabilidade que devem nortear a política, comentando que a investigação em curso estabelecerá se os esclarecimentos dados por Wagner são satisfatórios. A história política, segundo ele, envolve situações em que investigações se fazem necessárias.
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