Câmbio brasileiro enfrenta desafios com a queda do petróleo e pressões políticas.

O dólar à vista subiu 0,62% nesta segunda-feira (27), encerrando o dia cotado a R$ 5,1122, maior valor registrado nas últimas duas semanas.
Esse aumento ocorre em meio a uma queda de 6,33% do petróleo Brent e a um clima de cautela antes da reunião do Federal Reserve (Fed), além de incertezas políticas no Brasil. O real se destacou como a moeda emergente de pior desempenho do dia.
Por volta das 17h, o contrato futuro do dólar para agosto estava em alta de 0,41%, cotado a R$ 5,1200, enquanto o índice DXY, que mede o valor do dólar em relação a seis moedas fortes, mostrava uma leve alta de 0,04%.
Apesar da valorização desta segunda, o dólar acumula uma queda de 0,98% em julho e de 6,86% no ano. No cenário internacional, a desvalorização do petróleo influenciou negativamente o câmbio brasileiro, com o Brent para outubro fechando em US$ 85,87 por barril.
✨ Dólar em alta nas próximas semanas? O mercado aguarda a decisão do Fed.
De acordo com João Oliveira, especialista do Banco Moneycorp, a alta do dólar não foi acentuada, podendo ser resultado de ajustes de posições no mercado. Importadores podem buscar aumentar suas posições em dólar antes da decisão do Fed.
José Faria Junior, sócio-diretor da Wagner Investimentos, sugere que importadores subam suas posições, considerando que a moeda está em níveis acessíveis em torno de R$ 5,07.
Matthew Ryan, do Ebury, reitera que a atenção do mercado está voltada à decisão do Fed, prevista para quarta-feira (29), com uma expectativa de que o comitê mantenha aberta a possibilidade de novas altas de juros no próximo mês.
Oliveira também destacou fatores como a queda do petróleo e o clima político brasileiro como influências diretas sobre a valorização do dólar.
Na agenda econômica, nesta terça-feira (28), será divulgada a balança comercial referente a junho e o IPCA-15 de julho, com expectativas de um déficit de US$ 2,3 bilhões nas transações correntes.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Economia

Mercado acompanha anúncio de leilões cambiais do Banco Central, pesquisas eleitorais e fluxo para a bolsa; movimentação reduz pressão sobre o câmbio nesta manhã.

Dólar comercial registra leve alta frente ao fechamento PTAX; investidores monitoram relatório de emprego americano, preço do petróleo e a curva de juros.

Moeda operava em leve baixa na manhã de 3 de setembro de 2026, com mercado atento a fluxo para ações, dólar global e sinais de política monetária nos EUA.

Moeda oscila de forma contida; Banco Central realizou leilões para atuar no câmbio e o mercado acompanha discurso no simpósio de Jackson Hole.