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política
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Jaques Wagner critica relação com Davi Alcolumbre após derrota de Messias

Líder do governo revela tensões após rejeição do advogado-geral ao STF

Gabriel Azevedo06 de maio de 2026 às 16:20
Jaques Wagner critica relação com Davi Alcolumbre após derrota de Messias

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), revelou que sua relação com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), foi afetada após a negativa à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Wagner fez essa observação em uma entrevista ao site Bahia Notícias. Ele destacou que a tensão decorre do desejo de Alcolumbre de promover seu colega Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a mesma posição, afirmando que o presidente da Casa acreditava que ele deveria intervir para garantir a mudança.

A rejeição de Messias foi vista como uma tentativa de retaliar o governo Lula, segundo Wagner.

Disputa Política e Consequências

Wagner criticou a votação, que terminou com 42 senadores contra a nomeação de Messias e 34 a favor, ressaltando que eram necessários ao menos 41 votos para a aprovação, algo que foi inesperado para sua equipe. Ele expressou sua posição sobre como alguns senadores trabalharam secretamente para minar a candidatura, transformando o processo de sabatina em uma disputa política.

"

Infelizmente, muita gente sorrateiramente trabalhou debaixo do pano. A gente não se deu conta. E, debaixo dos panos, fizeram, na minha opinião, uma triste tarde daquela quarta-feira

Jaques Wagner.

Wagner elogiou Messias, chamando-o de um "ser humano maravilhoso" e apontou que o advogado foi alvo de hostilidades durante o processo. Ele criticou a atuação de Alcolumbre, que, embora tenha mantido uma postura de neutralidade publicamente, agiu nos bastidores para influenciar a votação, conversando com senadores e promovendo votos contrários.

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