Voltar
política
2 min de leitura

Hugo Motta discute renegociação de dívidas agrícolas com setor agropecuário

Projeto de R$ 140 bilhões enfrenta resistência no Congresso

Fernanda Lima23 de junho de 2026 às 17:25
Hugo Motta discute renegociação de dívidas agrícolas com setor agropecuário

Na terça-feira, 23 de dezembro, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, reuniu-se com representantes do agronegócio para discutir um projeto que busca renegociar dívidas agrícolas. A proposta, considerada pelo governo uma 'pauta-bomba', pode resultar em um impacto de R$ 140 bilhões nas contas públicas ao longo de 13 anos.

Durante o encontro, que contou com a participação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Motta foi pressionado a levar o projeto à votação, mesmo enfrentando resistência devido ao seu custo elevado. Se aprovado, o projeto concederá benefícios a produtores afetados por desastres climáticos ou crises econômicas causadas por conflitos geopolíticos.

O financiamento será originado do Fundo Social, gerado por receitas do petróleo do pré-sal.

A proposta, de autoria do deputado Domingos Neto, ainda requer uma nova análise na Câmara, uma vez que passou por modificações. Os benefícios incluem financiamentos de até R$ 10 milhões por produtor e R$ 50 milhões para associações e cooperativas, com um prazo de pagamento de 10 anos e 3 anos de carência.

Além disso, Motta discutiu com representantes do setor sucroenergético e a deputada Marussa Boldrin, relatora de um projeto que visa reduzir impostos federais sobre combustíveis e biocombustíveis. Essa iniciativa tem como objetivo compensar a perda de arrecadação com receitas extraordinárias do setor petrolífero, em resposta aos impactos econômicos do conflito no Oriente Médio.

Contexto

A renegociação de dívidas agrícolas e a diminuição de impostos sobre combustíveis são parte de uma estratégia para estabilizar a economia frente às dificuldades atuais.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de política