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política
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Inclusão do Pix na Constituição avança no Senado após pressão dos EUA

Proposta garante exclusividade do Banco Central na operação do sistema

Tiago Abech03 de junho de 2026 às 21:20
Inclusão do Pix na Constituição avança no Senado após pressão dos EUA

A proposta de inclusão do sistema de pagamentos instantâneos, conhecido como Pix, na Constituição Brasileira avança no Senado, especialmente após a pressão dos Estados Unidos sobre seu funcionamento.

Avaliado pelo relator Plínio Valério (PSDB-AM), o projeto visa garantir a autonomia do Banco Central na gestão do Pix e tem previsão para ser discutido pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima quarta-feira (10).

A proposição também se destaca por assegurar a gratuidade do serviço para pessoas físicas e o acesso universal.

Recentemente, a administração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) mostraram apoio ao sistema, utilizando o símbolo do Pix como uma bandeira nacional. Em eventos em Goiás e Minas Gerais, ambos exaltaram o sistema, sinalizando sua importância estratégica para a economia do Brasil.

Embora o projeto tenha sido inicialmente apresentado em 2023 pelo senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), ainda existem debates sobre a governança e autonomia do Banco Central que devem ser resolvidos antes da votação final no plenário.

Caso a proposta receba aprovação em dois turnos no Senado, seguirá para a Câmara dos Deputados para nova análise. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), enfatizou a intenção de acelerar a votação antes do recesso parlamentar programado para meados de julho.

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