Ministra das Relações Exteriores destaca importância da segurança nacional

A Islândia está em busca de alternativas para reforçar sua segurança nacional, após a rejeição popular à proposta de reabertura das negociações para adesão à União Europeia. A declaração foi feita pela ministra das Relações Exteriores, Thorgerdur Gunnarsdottir, nesta segunda-feira.
No último sábado, 52,8% dos eleitores votaram contra a proposta do governo, colocando em evidência a preocupação com a segurança geopolítica no país. Gunnarsdottir ressaltou que a situação geopolítica não desapareceu e que, portanto, novas medidas são necessárias para aumentar a segurança islandesa.
✨ A ministra afirmou que a UE continua sendo um parceiro vital e que a Islândia deve ampliar sua cooperação bilateral com países como Finlândia, Noruega, Japão e Canadá.
A Islândia, um território insular no Árctico com cerca de 400 mil habitantes, é membro da OTAN, embora não possua forças armadas permanentes. Sua defesa é baseada em um pacto de defesa com os Estados Unidos, firmado em 1951, e na contribuição à aliança militar.
Mesmo fazendo parte do Espaço Econômico Europeu desde 1994, a Islândia não é um membro pleno da UE. O recente referendo ressalta a necessidade de fortalecer acordos dentro do EEE, com a ministra informando que os partidos islandeses estão agora unificados em torno desse acordo.
A decisão de não avançar nas negociações da UE gera um novo panorama para a política exterior da Islândia, que busca maneiras mais eficazes de colaboração global e segurança.
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Jornalista especializado em política

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