Jair Bolsonaro depõe sobre apreensão de pistola registrada em seu nome
Ex-presidente se apresentou à Polícia Civil do DF por arma apreendida

Nesta terça-feira (23), o ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal em um inquérito que investiga a apreensão de uma pistola registrada em seu nome durante uma blitz na semana anterior.
O delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, esteve na residência de Bolsonaro por volta das 14h30, saindo aproximadamente 40 minutos depois, às 15h10, acompanhado pelo advogado do ex-presidente, Paulo Cunha Bueno.
✨ Bolsonaro afirmou ter solicitado ajuda de um membro da sua equipe de segurança para reparar a Glock 9mm.
A pistola estava no veículo de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) responsável por proteger Bolsonaro, e foi apreendida por não estar acompanhada do certificado de registro.
As investigações, além de serem acompanhadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), podem resultar em penalizações para Bolsonaro e para o militar se forem consideradas infrações, seja administrativa – no caso de porte de arma regular sem a documentação necessária – ou uma violação das leis do Estatuto do Desarmamento.
Consequências Legais
As infrações podem geram penas de 3 a 6 anos de prisão e multas, dependendo do enquadramento legal.
A pistola, registrada em nome de Bolsonaro, foi apreendida durante uma operação da Polícia Militar no dia 15 de novembro, enquanto era transportada para reparos. Apesar de ter seu registro regular, a falta do Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) resultou na apreensão.
O carro que transportava a arma era dirigido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, que fez depoimento e alegou que transportava a arma para manutenção.
No momento, Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses, estando sob prisão domiciliar desde 24 de março, em razão de problemas de saúde.
"A equipe de segurança desativou a arma para evitar riscos à saúde mental do ex-presidente, que sofre efeitos colaterais de medicações psiquiátricas.
Em um episódio anterior, Bolsonaro tentou violar sua tornozeleira eletrônica durante outro período de prisão domiciliar. Ele justificou suas ações por alegações de alucinação e paranoia decorrentes de medicação.
A defesa argumenta que a entrega da pistola tinha como finalidade apenas realizar manutenção e garantir que estivesse em bom funcionamento.
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