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política
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Japão mantém veto à imperatriz feminina apesar de grande apoio público

Reforma da lei imperial aprovada, mas limitações persistem

Gabriel Rodrigues17 de julho de 2026 às 08:30
Japão mantém veto à imperatriz feminina apesar de grande apoio público

O Parlamento do Japão aprovou na sexta-feira, 17 de dezembro de 2026, uma reforma significativa na lei de sucessão imperial, ao mesmo tempo em que manteve a proibição para que mulheres possam assumir o trono. Apesar do apoio expressivo da população a essa mudança, o veto persiste, colocando em risco a continuidade da Casa Imperial.

Futuro dinâmico da Casa Imperial

Atualmente, a linha sucessória da Casa Imperial se concentra no príncipe Hisahito, sobrinho do imperador Naruhito, que tem apenas 19 anos e não é casado. Caso Hisahito não venha a ter filhos homens, a dinastia imperial poderá enfrentar um colapso, uma vez que não haveria um herdeiro direto.

A Casa Imperial do Japão, descendente da deusa Amaterasu, já teve oito imperatrizes na história, mas após a Segunda Guerra Mundial, uma lei limitou a sucessão apenas a homens.

Desde 1889, uma legislação impõe que apenas homens da linha paterna podem se tornar imperadores. A atual lei, revidada em 1947, reforça essa normativa, excluindo a possibilidade de que a popular princesa Aiko, filha do imperador e com 24 anos, ocupe o trono.

Mudanças na linhagem imperial

Com a nova reforma, embora a ascensão das mulheres ao trono tenha sido refutada, será permitida a reintegração de parentes homens distantes à linhagem imperial, desde que sejam solteiros e seus filhos possam se tornar herdeiros. Essa alteração abrange membros de 11 famílias que saíram do registro imperial após a Segunda Guerra Mundial.

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É absolutamente indignante que a possibilidade de uma mulher no trono seja descartada

Seiichiro Murakami, deputado.

O debate sobre a nova legislação revelou divisões internas no Partido Liberal Democrata, com vozes a favor e contra, enfatizando que aumentar os membros da Casa Imperial é uma solução inadequada, enfrentando a oposição de figuras como Sanae Takaichi, a primeira mulher a presidir o partido e que se opõe à sucessão feminina.

Opinião pública

Pesquisas recentes revelam que 70% da população apoia a ideia de que mulheres possam ser imperatrizes, com 40% a favor de uma sucessão matrilinear.

Em uma sondagem do Asahi Shimbun, 72% dos entrevistados expressaram apoio a alterações que permitam a ascensão de mulheres ao trono, evidenciando um descompasso entre a vontade popular e as decisões políticas atuais.

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