Keir Starmer convoca luta contra antissemitismo após ataques em Londres
Premier britânico atua após ferimentos de judeus em violência recente

Após ataques a faca que resultaram em ferimentos em dois homens judeus em Londres, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, convocou a sociedade para unir forças no combate ao antissemitismo.
Os incidentes recentes geraram uma atmosfera de medo nas comunidades, aumentando a pressão sobre o Partido Trabalhista, que se prepara para as eleições locais marcadas para 7 de maio.
O líder da oposição, do Partido Conservador, classificou a situação como uma 'emergência nacional'. Em resposta, o governo elevou o nível de alerta de terrorismo para 'grave' e anunciou um investimento de aproximadamente US$ 33,8 milhões para fortalecer a segurança da comunidade judaica, que totaliza cerca de 290 mil pessoas no país.
Starmer, que possui uma esposa judia, declarou que os ataques da semana passada são parte de uma tendência alarmante de antissemitismo, que tem deixado as comunidades judaicas do Reino Unido assustadas e indignadas. Em suas palavras, 'não se enganem, esta crise é uma crise para todos nós. É um teste aos nossos valores... Devemos ir além das palavras e mostrar nosso apoio'.
Uma reunião agendada para terça-feira irá incluir líderes de setores como negócios, saúde, cultura e educação, além de representantes da polícia, para debater o antissemitismo junto à comunidade judaica com a presença de ministros.
O governo também prometeu legislações para abordar ameaças emanadas de governos e intensificar a luta contra o extremismo, com o intuito de proteger a comunidade judaica e promover a coesão social.
Contexto
De acordo com o Índice Global de Terrorismo, divulgado pelo Instituto para Economia e Paz, houve uma redução das mortes por terrorismo no mundo em 2025, embora os países ocidentais tenham registrado um aumento de 280% nas fatalidades relacionadas ao terrorismo, afetadas notavelmente por antissemitismo e islamofobia.
Dados do governo britânico revelaram aumentos significativos em crimes de ódio dirigidos às comunidades judaica e muçulmana, especialmente nos meses após o conflito entre Hamas e Israel em 2023, que provocou a guerra em Gaza.
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