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política
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Pressão aumenta sobre Keir Starmer para renunciar após eleições desastrosas

Com apoio interno desvanecido, líder trabalhista enfrenta crise de popularidade

Giovani Ferreira11 de maio de 2026 às 22:10
Pressão aumenta sobre Keir Starmer para renunciar após eleições desastrosas

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, enfrenta crescente pressão para deixar o cargo após um resultado desastrozo do Partido Trabalhista nas eleições locais e regionais na última quinta-feira, 7 de maio.

Starmer, que lidera um governo já enfraquecido, viu sua posição ameaçada com a perda do apoio de várias figuras-chave, incluindo a ministra do Interior, Shabana Mahmood, e a ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper. Ambas pressionaram o primeiro-ministro a estabelecer um cronograma para sua saída, conforme relatado por veículos como The Guardian e Sky News.

Ao menos 70 deputados do Partido Trabalhista, de um total de 403, exigem que Starmer deixe o cargo.

Durante um discurso na manhã desta segunda-feira, Starmer reconheceu a frustração generalizada sobre a situação do país e suas políticas, mas isso não foi suficiente para acalmar as tensões internas. "Sei que as pessoas estão frustradas com o estado do Reino Unido e algumas estão frustradas comigo", afirmou o primeiro-ministro, ao buscar revitalizar sua liderança.

Em meio à crise, ele prometeu restaurar as relações com a Europa e anunciou uma iniciativa para nacionalizar a siderúrgica British Steel como parte de um pacote econômico mais amplo.

As eleições de maio resultaram em uma queda de cerca de 1.500 vereadores do Partido Trabalhista, um retrocesso significativo desde que o partido assumiu o poder em julho de 2024, após 14 anos de governo conservador. A ascensão do partido anti-imigração Reform UK exacerbou a situação.

Desde sua ascensão, a popularidade de Starmer, que tem 63 anos, tem experimentado uma queda constante, impulsionada por uma economia estagnada e um aumento do custo de vida, situação que se agravou com os recentes conflitos no Oriente Médio.

Em meio a esses desafios, Starmer também se viu envolvido em controvérsias relacionadas à nomeação de Peter Mandelson como embaixador em Washington, após surgirem informações sobre a conexão do ex-funcionário com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.

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