Chef Monique Benoliel denuncia antissemitismo em delicatessen do Rio
Casos de discriminação aumentam em meio ao Pêssach e conflitos internacionais

A chef Monique Benoliel relatou ter sido vítima de comentários antissemitas na Delicatessen Delly Gil, no Leblon, Rio de Janeiro, em 3 de dezembro de 2026. Ela se deparou com a afirmação do proprietário da loja, que expressou estar 'cansado de judeus' ao se recusar a vender o matzá, um produto típico do Pêssach.
Essa ocorrência se soma a outras manifestações de antissemitismo na cidade, incluindo um incidente no restaurante Partisan, onde um aviso na entrada informava que 'cidadãos dos EUA e de Israel NÃO são bem-vindos'. O estabelecimento recebeu apoio de outro restaurante, O Porco Gordo, que reforçou a rejeição em uma postagem nas redes sociais.
✨ Casos de antissemitismo se intensificam no contexto atual de conflitos internacionais.
A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro se manifestou contra as atitudes discriminatórias e anunciou que já adotou as medidas legais apropriadas. O Delly Gil já foi notificado para esclarecimentos, enquanto o Partisan enfrentará uma multa de R$ 9 mil por sua propaganda excludente.
Em um desabafo nas redes sociais, o filho de Benoliel, Pedro, expressou sua indignação: 'Nunca imaginei que escreveria uma frase como essa'. A chef também enfatizou que o antissemitismo muitas vezes começa de maneira sutil, em discursos isolados.
Contexto sobre o Pêssach
O Pêssach é uma celebração judaica que marca a libertação dos hebreus da escravidão no Egito. Durante esta festividade, o matzá, um pão ázimo, é consumido como símbolo da liberdade.
A delicatessen Delly Gil tentou minimizar a situação em nota oficial, afirmando que não compactua com desrespeito. A empresa enfatizou a importância do diálogo e do respeito em suas interações com a comunidade, incluindo a judaica.
"Não toleramos qualquer forma de discriminação. Respeito não é opcional
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