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política
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Lula busca encontro com Trump durante cúpula do G7 na França

Presidente brasileiro participará da reunião em Évian-les-Bains

Gabriel Rodrigues14 de junho de 2026 às 01:10
Lula busca encontro com Trump durante cúpula do G7 na França

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca rumo à França para participar do G7, onde espera que um encontro com Donald Trump possa ocorrer, apesar de não haver agendamentos oficiais.

A cúpula será realizada em Évian-les-Bains entre os dias 15 e 16 de maio, e o Planalto está preparando a presença de Lula no primeiro dia do evento, considerando que Trump pode participar apenas da abertura, como ocorreu no encontro anterior no Canadá.

Apesar da ausência de um pedido formal, tanto Lula quanto Trump não descartam a possibilidade de um diálogo.

Um dos principais pontos de discussão será a nova pressão dos EUA sobre produtos brasileiros, com tarifas que podem chegar a 37,5%. O governo brasileiro acredita que a tarifa adicional de 25% pode ser revertida através de negociações, mas a sobretaxa de 12,5%, ligada a suspeitas de trabalho forçado, é considerada uma decisão firme.

Embora o Brasil não seja membro do G7, Lula tem sido convidado para participar das reuniões do grupo desde seu retorno ao poder. O G7 inclui economias líderes como EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.

Reuniões bilaterais no G7

Além da possível conversa com Trump, Lula se reunirá com outros líderes, incluindo o anfitrião Emmanuel Macron e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.

Durante o evento, Lula abordará temas como protecionismo e unilateralismo, enfatizando que é contra as tarifas aplicadas pelo governo americano, mas sem confrontar diretamente Trump.

Lula também destaca a necessidade de fortalecer organismos como a OMC frente a medidas unilaterais.

Debates sobre inteligência artificial

Uma das pautas do G7 será um almoço dedicado à inteligência artificial, onde Lula pretende afirmar que o Brasil não limita a operação de plataformas digitais, esperando receber empresas de tecnologia dispostas a cumprir as leis nacionais.

O Escritório do Representante Comercial americano justificou o tarifaço ao alegar que o Judiciário brasileiro tem tomado decisões desfavoráveis às empresas de tecnologia dos EUA, um ponto que poderá ser debatido.

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