Lula busca encontro com Trump durante cúpula do G7 na França
Presidente brasileiro participará da reunião em Évian-les-Bains

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca rumo à França para participar do G7, onde espera que um encontro com Donald Trump possa ocorrer, apesar de não haver agendamentos oficiais.
A cúpula será realizada em Évian-les-Bains entre os dias 15 e 16 de maio, e o Planalto está preparando a presença de Lula no primeiro dia do evento, considerando que Trump pode participar apenas da abertura, como ocorreu no encontro anterior no Canadá.
✨ Apesar da ausência de um pedido formal, tanto Lula quanto Trump não descartam a possibilidade de um diálogo.
Um dos principais pontos de discussão será a nova pressão dos EUA sobre produtos brasileiros, com tarifas que podem chegar a 37,5%. O governo brasileiro acredita que a tarifa adicional de 25% pode ser revertida através de negociações, mas a sobretaxa de 12,5%, ligada a suspeitas de trabalho forçado, é considerada uma decisão firme.
Embora o Brasil não seja membro do G7, Lula tem sido convidado para participar das reuniões do grupo desde seu retorno ao poder. O G7 inclui economias líderes como EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.
Reuniões bilaterais no G7
Além da possível conversa com Trump, Lula se reunirá com outros líderes, incluindo o anfitrião Emmanuel Macron e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.
Durante o evento, Lula abordará temas como protecionismo e unilateralismo, enfatizando que é contra as tarifas aplicadas pelo governo americano, mas sem confrontar diretamente Trump.
✨ Lula também destaca a necessidade de fortalecer organismos como a OMC frente a medidas unilaterais.
Debates sobre inteligência artificial
Uma das pautas do G7 será um almoço dedicado à inteligência artificial, onde Lula pretende afirmar que o Brasil não limita a operação de plataformas digitais, esperando receber empresas de tecnologia dispostas a cumprir as leis nacionais.
O Escritório do Representante Comercial americano justificou o tarifaço ao alegar que o Judiciário brasileiro tem tomado decisões desfavoráveis às empresas de tecnologia dos EUA, um ponto que poderá ser debatido.
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