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política
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Lula critica extrema-direita e defende universidades em Brasília

Presidente alerta sobre riscos do colonialismo digital em Fórum Brasil-África

Mariana Souza25 de maio de 2026 às 14:00
Lula critica extrema-direita e defende universidades em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a crescente influência da extrema-direita e o domínio das grandes corporações de tecnologia durante a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, realizado em Brasília.

Em seu discurso, Lula destacou que as universidades são alvo de ataques por serem locais fundamentais para o desenvolvimento do pensamento crítico e advertiu sobre o que chamou de "colonialismo digital".

O evento reuniu 70 reitores brasileiros e 64 reitores africanos de mais de 30 países, promovendo a colaboração acadêmica entre Brasil e África.

Defendendo a relevância das instituições de ensino superior, o presidente afirmou que a extrema-direita não aceita a autonomia universitária, acusando esses grupos de tentarem silenciar professores e estudantes.

"Setores extremistas negam a ciência e censuram as artes, transformando as salas de aula em ferramentas de doutrinação", relatou Lula, ressaltando a conexão entre o ambiente universitário e as lutas sociais e anticoloniais.

O presidente também destacou a importância da inteligência artificial, frisando que, embora a tecnologia seja crucial, a concentração de poder em poucas mãos é alarmante. "O colonialismo digital representa uma ameaça real e imediata", afirmou.

Segundo Lula, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial destina 20 milhões de dólares para iniciativas colaborativas com países da África, Ásia e América Latina, além de 10 milhões para compartilhamento de infraestrutura de IA.

"O Brasil possui um compromisso histórico com a África", reiterou, enfatizando a importância do fórum como um passo significativo para fortalecer a cooperação educacional.

Ao concluir, Lula refletiu sobre a relação entre conflitos internacionais e a fragilidade do multilateralismo, citando a guerra no Irã como exemplo da falta de diálogo global e criticando a desvalorização de organismos internacionais como a ONU, a Unesco e a OMS.

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