Voltar
política
2 min de leitura

Lula enfrenta disputa sobre nova indicação ao STF

Divisões no governo sobre timing para nova proposta ao Senado

Carlos Silva22 de maio de 2026 às 15:25
Lula enfrenta disputa sobre nova indicação ao STF

Membros do governo federal e do Partido dos Trabalhadores (PT) estão em desacordo sobre quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve fazer uma nova indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF). Após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado em 29 de abril, Lula busca retomar o processo, apesar da histórica derrota.

O presidente, em conversas privadas com aliados, expôs seu sentimento de que a rejeição foi injusta, argumentando que Messias possui qualidades para a vaga e que sua indicação foi utilizada como uma estratégia política contra ele. Na última quarta-feira, durante um evento com prefeitos no Palácio do Planalto, Lula afirmou que aprovará a indicação de Messias "em breve", indicando sua intenção de resolver a situação antes das próximas eleições.

Lula considera a nova indicação como uma questão de honra e pretende resolver antes das eleições.

Entretanto, uma parte do governo recomenda cautela. Essa equipe acredita que a tensão permanece elevada, especialmente porque o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, quem é visto como o responsável pela rejeição, não está em diálogo ativo com Lula. Apesar de se encontrarem em eventos recentes, não houve conversas diretas, segundo fontes próximas.

Desafios na Reindicação

Uma norma do Senado impede a reavaliação de indicações rejeitadas no mesmo ano, o que complicaria a nova proposta de Lula;

Apesar desse desafio, aliados acreditam que a regra pode ser flexibilizada, dependendo do consentimento de Alcolumbre. Porém, ele detém controle total sobre a agenda da Casa, e a expectativa é baixa quanto a sua disposição para pautar a nova indicação antes das eleições.

Os defensores de uma rápida definição sobre a nova indicação argumentam que o PT já rotulou o Congresso como "inimigo do povo" durante sua campanha. A intenção dessa estratégia é comunicar amplamente que a rejeição de Messias é parte de uma manobra para dificultar investigações relacionadas ao Banco Master.

Contudo, é interessante notar que existem divergências entre os apoiadores de Lula sobre quem deve ser o novo indicado. Enquanto alguns insistem na recondução de Messias, outros sugerem considerar novos candidatos, como a ministra do Superior Tribunal de Justiça, Daniela Teixeira, a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, e Edilene Lobo, ex-ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de política