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Lula propõe grupo internacional para combater crime organizado

Iniciativa surge em meio a discussão sobre segurança pública e PEC no Senado

Ricardo Alves10 de maio de 2026 às 04:45
Lula propõe grupo internacional para combater crime organizado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs a criação de um grupo de trabalho internacional para o enfrentamento do crime organizado, destacando a necessidade de uma abordagem colaborativa entre os países durante sua recente viagem aos Estados Unidos.

A segurança pública se consolidou como prioridade do governo brasileiro e do Congresso, especialmente após eventos significativos como a megaoperação policial no Rio de Janeiro.

Essa sugestão é parte da PEC da Segurança Pública, que atualmente está sob análise no Senado, dois meses após sua apresentação. O governo federal pretende lançar, em breve, o plano 'Brasil Contra o Crime Organizado', que incluirá a atuação de polícias de nações da América do Sul, com sede em Manaus.

Responsabilidade Compartilhada

Lula enfatizou que a luta contra o crime organizado não deve ser monopolizada por um único país, mas sim uma responsabilidade compartilhada. Ele ressaltou a experiência do Brasil e da Polícia Federal no combate a este tipo de crime, afirmando que os Estados Unidos poderiam se juntar ao grupo caso manifestem interesse.

Desafios da PEC e Relações com o Senado

A PEC da Segurança Pública, que foi aprovada na Câmara, aguarda um despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No entanto, tensões recentes entre o Congresso e o governo dificultam a tramitação da proposta. A rejeição de uma indicação para o Supremo Tribunal Federal pelo Senado agravou a relação entre os poderes.

Governadores têm expressado preocupações sobre a autonomia dos estados e a proposta que visa integrar as ações da Polícia Federal com polícias estaduais. Este debate, marcado pela divisão política, voltou a ganhar fôlego em 2026, quando a PEC foi reenviada ao Senado após aprovações anteriores.

A proposta busca dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública e estabelecer novos fundos para a segurança e o sistema penitenciário.

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