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política
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Pesquisa Quaest revela impacto de Flávio Bolsonaro na campanha de Lula

Associação entre Flávio e Trump pode beneficiar o presidente Lula

Giovani Ferreira10 de junho de 2026 às 12:40
Pesquisa Quaest revela impacto de Flávio Bolsonaro na campanha de Lula

Uma nova pesquisa da Quaest, liberada nesta quarta-feira, 10, revela como a associação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem influenciado positivamente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Efeitos da Associação com Trump

O estudo sugere que essa ligação tem contribuído para um cenário que pode favorecer Lula, especialmente entre eleitores independentes. A pesquisa destaca o impacto do caso envolvendo Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que está ligado a alegações de corrupção, já que Flávio teria solicitado financiamento para o filme 'Dark Horse', retratando seu pai, Jair Bolsonaro.

A corrupção se reafirma como um tema central na corrida eleitoral, influenciando a percepção do eleitorado.

Percepções Sobre Segurança Pública

Além da corrupção, as questões de segurança pública também foram abordadas na pesquisa. Os entrevistados se mostraram cientes da presença de facções como o PCC e o Comando Vermelho, considerando elas organizações terroristas. A maioria acredita que os problemas brasileiros devem ser tratados internamente, com 60% apoiando a classificação das facções como organizações terroristas.

Curiosamente, as respostas sobre a recente decisão dos EUA de classificar essas organizações geraram opiniões divididas, onde 45% apoiaram a ação e 45% se opuseram.

Tarifaço e seu Impacto Político

O novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros intensifica a discussão. Segundo a pesquisa, 47% dos participantes apoiam a análise de Lula, que culpa Flávio Bolsonaro por ter solicitado tais tarifas. Em contraponto, 35% acreditam na versão do senador, que afirma ter pedido a Trump para evitar novas tarifas.

Esses dados sugerem que Flávio Bolsonaro pode estar agindo como um cabo eleitoral para Lula, fortalecendo a narrativa do governo.

Esse cenário ecoa a reação política observada durante o primeiro tarifaço há um ano, quando o governo reforçou seu discurso sobre a soberania nacional e viu uma melhora em sua avaliação.

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