Investigação da PF mostra envolvimento de ex-chefe de gabinete em contrato não realizado

A Polícia Federal (PF) descobriu uma conversa via WhatsApp onde Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu uma minuta para um contrato de venda de medicamentos canabidiol ao Ministério da Saúde. Este envio foi feito pela empresária Roberta Luchsinger, associada ao filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva.
O contrato, que não foi celebrado, gerou suspeitas após investigações que mostram que Roberta teria transferido R$ 249 mil a Marcola, alegando que se tratava de um empréstimo pessoal já quitado. A PF está analisando esses dados como parte da Operação Sem Desconto, que investiga possíveis irregularidades.
✨ A minuta do contrato recebeu atenção da PF ao evidenciar um possível esquema de tráfico de influência ligado a Lulinha e o lobista.
Os inquéritos em curso focam em três possíveis crimes de tráfico de influência e corrupção relacionados ao filho do presidente. Investigações anteriores revelaram a relação do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como 'Careca do INSS', que tentava vender canabidiol ao Ministério da Saúde, através de comunicações que sugerem suas intenções de administração direta com a pasta.
Mensagens entre Correa e sua equipe indicam que, em dezembro de 2024, havia um planejamento de venda de 1,2 milhão de frascos de canabidiol ao governo, o que poderia representar um negócio superior a R$ 500 milhões, baseando-se no preço de mercado de cada frasco.
A venda de medicamentos à base de canabidiol ainda não é regulamentada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que levanta questões sobre a legalidade e a ética de tais negociações.
Marcola se absteve de comentar as acusações, enquanto a defesa de Roberta optou por não se manifestar, citando a confidencialidade do processo. A defesa de Lulinha, por sua vez, afirma que Marcola não tomou qualquer ação em relação à minuta recebida e nega envolvimentos diretos nos negócios de Roberta.
O Ministério da Saúde reiterou que não houve discussões sobre a inclusão do canabidiol na rede pública de saúde e que o produto ainda não está incorporado ao SUS, portanto, não há a prática de compra ou fornecimento desses medicamentos pela pasta.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Presidente do Banco Central é alvo de petistas após fala defensiva

Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a campanha de 2026 em São Bernardo do Campo e aparece à frente no primeiro turno, enquanto pesquisas indicam disputa mais apertada em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro.

Ministro Carlos Fávaro é exonerado e retorna ao Senado em meio a votações cruciais.

Abertura da campanha traz críticas e propostas para o futuro