Mercosul e UE iniciam acordo de comércio, mas ratificação ainda é necessária
Tratado provisório permite redução de tarifas, mas depende de aprovação total

O Acordo de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia agora está em vigor provisoriamente desde esta sexta-feira (1º), permitindo que o Brasil comece a beneficiar-se de suas cláusulas comerciais, após a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Esse tratado, que visa facilitar o comércio entre os blocos, abrange cerca de 720 milhões de pessoas e um PIB combinado de US$ 22 trilhões. Embora a parte comercial já esteja ativa, os pilares político e de cooperação necessitam de ratificação formal por todos os países da União Europeia, um processo ainda sem previsão clara.
✨ Com a implementação provisória, a União Europeia eliminará tarifas de importação para mais de 5 mil produtos a partir do dia 1º de maio.
Com os novos termos, o comércio será liberado para uma vasta gama de itens, facilitando a redução gradual de tarifas e oferecendo maior previsibilidade regulatória. Estima-se que, ao longo da implementação do acordo, mais de 90% do comércio bilateral entre os blocos pode ser liberalizado.
Impacto das exportações
ApexBrasil projeta que, nos próximos 12 meses, o Brasil pode aumentar suas exportações para a União Europeia em até US$ 1 bilhão, considerando produtos com potencial de ganho imediato ao receberem tarifas zeradas ou reduzidas.
Entretanto, o acordo gera divisões de opinião dentro da União Europeia. Países como Alemanha e Espanha apoiam a medida, argumentando que ajudará a aliviar as consequências das tarifas dos EUA e a diminuir a dependência da China. Por outro lado, nações como a França temem que isso aumente as importações de carne bovina e açúcar, prejudicando a agricultura local.
Adicionalmente, para enfrentar os efeitos das tarifas americanas, a União Europeia tem acelerado a finalização de outros tratados comerciais, incluindo com Índia, Austrália e México, numa estratégia para reforçar o livre comércio diante de restrições globais.
Embora haja otimismo entre os defensores do acordo, economistas alertam que os benefícios econômicos podem ser limitados e não serão suficientes para compensar as perdas nas exportações para os EUA, que já têm reduzido em cerca de 15%.
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