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política
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Michelle Bolsonaro deixa PL Mulher em meio a crise familiar

Ex-primeira-dama foca em cuidados pessoais em meio a disputas políticas

Fernanda Lima30 de junho de 2026 às 20:55
Michelle Bolsonaro deixa PL Mulher em meio a crise familiar

Michelle Bolsonaro anunciou sua saída da presidência do PL Mulher, um cargo que ocupou desde março de 2023, em decorrência de conflitos familiares e decisões políticas no partido. A ex-primeira-dama decidiu se dedicar integralmente aos cuidados com seu marido, Jair Bolsonaro, e sua filha, após uma reunião com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Na nota divulgada, Michelle relatou que sua decisão foi tomada após uma reflexão com o ex-presidente sobre o momento difícil que a família enfrenta. "Construímos um grande exército de mulheres que começaram a transformar o Brasil", afirmou, ressaltando seus esforços à frente do PL Mulher.

Aliados veem a saída de Michelle como uma sinalização de que ela não disputará o Senado pelo Distrito Federal nas eleições deste ano.

Recentemente, a ex-primeira-dama expressou desmotivação para concorrer, citando ataques internos do partido após um vídeo onde abordou a crise do clã Bolsonaro. Nesse vídeo, ela mencionou as dificuldades em apoiar a pré-candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto, reforçando sua insatisfação com o apoio do PL a Ciro Gomes na disputa pelo governo do Ceará.

"

Flávio foi ríspido e me desrespeitou ao telefone, sinalizando que eu deveria ficar fora das decisões do partido

Michelle Bolsonaro.

A tensão com Flávio foi intensificada após um desentendimento onde ele afirmou que sua experiência política era insuficiente para influenciar as decisões do partido. A situação deixou a cúpula do PL preocupada, dado o impacto potencial nas intenções de voto, especialmente entre o eleitorado feminino e evangélico.

Contexto Adicional

O PL, partido onde Flávio Bolsonaro é pré-candidato à presidência, se apresenta em um cenário repleto de tensões internas com implicações diretas nas suas estratégias eleitorais.

Valdemar Costa Neto, por sua vez, minimizou as divergências, destacando que as discussões internas são naturais em um partido em crescimento. Ele afirmou compreender a situação delicada enfrentada por Michelle e seu foco em cuidar de Jair Bolsonaro.

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