Medidas alternativas para apoiar empresários na adaptação

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou ser contrário à compensação fiscal aos empresários em função do possível fim da jornada de trabalho de seis dias consecutivos, mas reconheceu a necessidade de transições em setores específicos.
Em sua participação no programa 'Bom Dia, Ministro' nesta quarta-feira (6), Durigan enfatizou a proposta de estabelecer uma jornada de 40 horas semanais com dois dias de folga, sem a redução de salários, e sem a necessidade de benefícios fiscais. "O Estado não deve indenizar empresários, mas devemos discutir transições para casos específicos. O setor agropecuário, por exemplo, não depende da escala 6×1", comentou.
✨ Durigan mencionou que 30% dos trabalhadores brasileiros estão na escala 6×1, a maioria deles com rendimento de até dois salários mínimos.
O ministro apontou para a importância de aumentar o descanso dos trabalhadores com menores salários, propondo uma transição que permita a esses trabalhadores passar de um dia para dois dias de folga. "Queremos equilibrar os interesses envolvidos, especialmente porque a maioria desses trabalhadores que estão na escala atual são de baixa renda", explicou.
Além da transição, Durigan sugeriu outras formas de ajudar empresários e setores a se adaptarem à possível mudança, como a melhoria do crédito para pequenas empresas e investimento em capacitação digital através de instituições como Senac, Sesi e Senai. "Aumentar a capacidade desses setores pode ser mais eficaz do que simplesmente criar benefícios fiscais", afirmou.
Por último, ele lembrou que a desoneração da folha de pagamentos, uma medida de benefício fiscal anterior, não teve sucesso conforme as expectativas.
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Jornalista especializado em Política

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