MP recomenda suspensão de emendas impositivas em Sergipe
Procuradoria questiona transparência em execuções financeiras do governo

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado de Sergipe solicitou a paralisação imediata dos pagamentos de emendas impositivas propostas por deputados estaduais para o ano de 2026.
O pedido é fundamentado na análise de que a administração do governador Fábio Mitidieri não cumpriu as exigências de transparência exigidas pelo Supremo Tribunal Federal.
✨ A gestão estadual não comprovou conformidade com as regras estipuladas, segundo parecer do procurador-geral Eduardo Rolemberg Côrtese.
Este parecer foi elaborado após uma auditoria realizada entre fevereiro e abril de 2026 e chegou à relatoria do conselheiro José Carlos Felizola em 20 de maio. A questão ainda será discutida em plenário do TCE, embora a data da reunião não tenha sido definida.
Em 2026, a Lei Orçamentária destina 168,9 milhões de reais para emendas parlamentares, representando cerca de 1% da receita do Estado, com metade do valor obrigatoriamente alocada à saúde.
No ano anterior, o ministro Flávio Dino determinou que os estados precisavam demonstrar transparência aos tribunais de contas antes de executar emendas impositivas. No entanto, a auditoria destacou que Sergipe não seguiu essa diretriz e começou a efetuar pagamentos em fevereiro mesmo sem a devida comprovação.
Os auditores informaram que a administração cumpriu apenas 2 dos 16 critérios de transparência exigidos pelo TCE, além de identificar falhas graves nos dados de empenho e pagamento existentes no Portal da Transparência.
Essas irregularidades são um problema histórico, já que as transferências feitas entre 2022 e 2025 apresentaram lacunas semelhantes, levantando sérias preocupações sobre a gestão dos recursos públicos.
"A cada nova emenda empenhada, agrava-se a lesão ao interesse público
Além da suspensão dos pagamentos, o MP requer uma investigação detalhada sobre as transferências realizadas em 2026, uma revisão dos últimos quatro anos e a responsabilização de agentes públicos envolvidos. O procurador também pediu que o TCE informe ao Supremo sobre o descumprimento das regras de transparência.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de política

Bolsonaro se recupera após cirurgia de ombro em Brasília
Ex-presidente já movimenta dedos e não precisa mais de oxigênio nasal

Fachin pressiona Couto por governança efetiva no Rio de Janeiro
Governador interino é instado a agir diante da herança deixada por Castro

Escândalo de Tráfico: Delegado Geral do Espírito Santo Implicado em Organização Criminosa
Polícia Civil investiga ligação de policiais com tráfico de drogas na Operação Turquia.

TCE rejeita contas de 2025 do ex-governador Cláudio Castro
Decisão sobre a gestão fiscal ainda precisa ser confirmada pela ALERJ





