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política
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Valdemar Costa Neto afirma não ter poder sobre emendas parlamentares

Presidente do PL destacou limites de sua influência nas destinações

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 14:15
Valdemar Costa Neto afirma não ter poder sobre emendas parlamentares

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, declarou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não possui autonomia para decidir sobre a alocação de emendas parlamentares, limitando sua função a sugestões de caráter político. Essa afirmação surge em um momento crítico, pois ele está sendo investigado por potenciais irregularidades na execução dessas emendas.

Como ex-deputado federal, Valdemar não exerce mandato e, portanto, não pode influenciar diretamente a destinação dos recursos públicos. Sua resposta foi direcionada ao ministro Flávio Dino, o relator da investigação que está avaliando possíveis desvios de emendas no STF.

Em semanas recentes, Flávio Dino decidiu bloquear a execução de emendas devido a suspeitas de que ex-parlamentares, incluindo Valdemar Costa Neto, estivessem envolvidos em direcionamentos indevidos de recursos.

Em um documento apresentado ao STF, a defesa de Valdemar ressalta que ele não possui qualquer tipo de controle sobre as emendas parlamentares. Embora tenha afirmado em uma entrevista que indica emendas, a equipe jurídica classifica isso como uma expressão coloquial sobre o papel dos presidentes partidários, enfatizando que a sugestão não implica imposição.

Os advogados argumentam que qualquer conselho ou sugestão de sua parte não é vinculativa, dependendo exclusivamente da decisão dos parlamentares em exercício para sua aceitação ou rejeição.

Recentemente, o ministro Flávio Dino exigiu que presidentes dos partidos com representação no Congresso esclarecessem como são direcionadas emendas parlamentares. Em sua decisão, ele citou a resposta de Valdemar a questionamentos sobre a influência dos dirigentes na destinação dos recursos, com destaque para a necessidade de esclarecimentos sobre a operação desses mecanismos.

Contexto

O ministro Dino também solicitou às comissões de Saúde da Câmara e do Senado que apresentem, em até 30 dias, as ações adotadas para garantir a transparência na execução das emendas, um passo significativo para abordar questões de governança e responsabilidade fiscal.

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