PGR pede que caso da 'Abin paralela' seja transferido ao Judiciário
Investigação envolve ex-presidente Bolsonaro e 36 indiciados

Em um movimento significativo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou nesta quinta-feira (18) a transferência da investigação sobre a suposta 'Abin paralela' do Supremo Tribunal Federal (STF) para a primeira instância da Justiça.
O documento da PGR destaca que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é a única figura com foro privilegiado relacionada ao caso, e sua conduta já foi analisada em outro processo onde foi condenado por envolvimento em um esquema golpista.
✨ A 'Abin paralela' envolve um esquema de espionagem ilegal que utilizou recursos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos e jornalistas.
O relatório da Polícia Federal, apresentado em junho de 2025, revelou que 36 pessoas foram indiciadas, incluindo Bolsonaro, seu filho Carlos, e o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem. Os documentos foram submetidos ao STF aguardando o parecer da PGR desde então.
Métodos de monitoramento utilizados
Segundo as investigações, a organização criminosa formada por policiais e servidores da Abin monitorou ilegalmente diversas autoridades, invadindo celulares e computadores durante a administração de Bolsonaro. A PF sustenta que o ex-presidente tinha ciência do esquema e se beneficou dele.
"As provas indicam que Bolsonaro não somente tinha conhecimento das ações clandestinas, mas também que ele era parte do núcleo político que as orquestrava.
Contexto da investigação
As autoridades monitoradas incluíram membros do Judiciário, como o ministro Alexandre de Moraes, o presidente da Câmara, Arthur Lira, e o senador Renan Calheiros, entre outros. A lista completa de espionados foi revelada pela PF.
Embora a PF tenha indicado que há indícios de organização criminosa envolvendo Bolsonaro, o ex-presidente não foi formalmente indiciado nesta investigação, pois já enfrentava um indiciamento anterior pelo mesmo crime relacionado à tentativa de golpe e o uso ilegal da Abin.
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