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Justiça
2 min de leitura

Rio de Janeiro: Violência Policial Marca Protesto Estudantil em Escola

Mobilização por afastamento de professor acusado de assédio termina em intervenção policial e agressões.

Gabriel Rodrigues26 de março de 2026 às 15:25
Rio de Janeiro: Violência Policial Marca Protesto Estudantil em Escola

Uma manifestação estudantil na quarta-feira, dia 25, na Escola Estadual Senor Abravanel, no Catete, zona sul do Rio de Janeiro, foi marcada por atos de violência policial. Os alunos, organizados pelo grêmio estudantil e com o suporte de entidades secundaristas, buscavam o afastamento de um professor acusado de assédio sexual e planejavam um ato durante o intervalo das aulas.

Contexto do Protesto

A mobilização teve origem após a escola e a Secretaria de Educação serem notificadas sobre o caso há mais de um ano, sem que houvesse ações efetivas para abordar a situação. Em uma ata datada de 18 de março, um professor documentou as denúncias de assédio, citando o relato de uma aluna menor de idade que descreveu o comportamento inapropriado do docente, que a teria assediado durante aulas.

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O professor do ano passado só queria saber de ficar nos abraçando, passando a mão no nosso cabelo, e nos assediando.

Depoimento da aluna

Imagens que circularam nas redes sociais mostraram um policial militar ameaçando confiscar celulares de quem filmava a cena, além de agredir uma estudante que estava no local. Um outro aluno tentou intervir e foi atacado também.

O professor envolvido no escândalo foi afastado, mas ainda não há informações sobre ações em relação ao policial que agrediu os alunos.

Opinião de Educador

O educador popular Jota Marques comentou que o ato de violência é reflexo de uma lógica estatal que prioriza a repressão ao invés do diálogo, expondo um padrão histórico de militarização em situações que deveriam ser tratadas no ambiente escolar.

Análise da Situação

Marques ressalta que a escolha da direção da escola de chamar a polícia para lidar com a mobilização estudantil não se justifica, uma vez que os alunos não cometiam atos ilícitos. Para ele, a presença de um policial com uma postura agressiva dentro da escola é simbólica e antipedagógica.

  • 1A manifestação não foi violenta antes da intervenção policial.
  • 2A ação policial contrasta com a natureza do protesto, que tinha como objetivo combater o assédio.
  • 3A falta de diálogo entre as autoridades e os estudantes prevalece como um problema estrutural.
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Em nome da segurança, a polícia produz mais violência do que qualquer ato atribuído aos estudantes.

Jota Marques

A necessidade de um debate mais amplo sobre a função da polícia em situações escolares é crucial.

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