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Policiais militares presos em operação na Baixada Fluminense

Operação Patrinus investiga crimes de peculato e venda ilegal de armas

Tiago Abech30 de junho de 2026 às 09:20
Policiais militares presos em operação na Baixada Fluminense

Quatro integrantes da Polícia Militar foram acusados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) de peculato e comércio ilegal de armas durante mais uma fase da Operação Patrinus.

Nesta terça-feira (30), mandados de prisão e busca estão sendo executados contra três dos investigados em Belford Roxo e Nova Iguaçu, cidades da Baixada Fluminense. Os alvos da operação incluem um cabo e dois sargentos da corporação.

A ação é coordenada pela CSI (Coordenadoria de Segurança e Inteligência) do MPRJ, com o suporte da Corregedoria-Geral da PM. Os mandados foram autorizados pela Auditoria da Justiça Militar.

A denúncia destaca que os policiais teriam se apropriado de uma pistola calibre 9 milímetros, apreendida em uma operação na Comunidade da Caixa D'Água, em 27 de julho de 2021. A investigação revela que a arma foi comercializada por R$ 6 mil, com o lucro dividido entre os detentores.

Denúncias sugerem que os policiais aproveitaram-se de suas funções para cometer crimes.

Evidências, como mensagens, fotos e gravações encontradas no celular de um dos denunciados, além de análise de movimentações financeiras, indicam que os acusados estavam ativamente vendendo a arma apreendida.

Ainda conforme as acusações, os agentes se utilizaram de suas posições para facilitar a prática dos delitos. Esta fase da Operação Patrinus se junta a desdobramentos anteriores que já envolveram outros policiais militares em casos de corrupção.

Em maio deste ano, 11 policiais foram denunciados por receber propina para prestar segurança a comerciantes em Belford Roxo. Em agosto passado, mais dez agentes foram presos sob a suspeita de cobrança por garantias de segurança utilizando recursos da corporação.

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