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política
3 min de leitura

Protestos ameaçam Copa do Mundo no México com barricadas e confrontos

Professores exigem aumento salarial enquanto se aproximam os jogos

Giovani Ferreira10 de junho de 2026 às 01:10
Protestos ameaçam Copa do Mundo no México com barricadas e confrontos

Com a abertura da Copa do Mundo de 2026 imminent, o México enfrenta um sério desafio: protestos em massa liderados por professores em busca de aumentos salariais de até 100%, o que pode impactar a realização do evento esportivo.

Tensão nas ruas

As manifestações se intensificaram nas últimas horas, com bloqueios em vias cruciais na Cidade do México e confrontos diretos entre manifestantes e forças de segurança. Os professores, organizados pela Coordenadoria Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), estão utilizando o destaque da Copa do Mundo para pleitear reajustes e melhores condições no trabalho.

Os professores pedem um aumento de 100%, mas o governo considera a proposta inviável.

Situação no Estádio Azteca

No dia 9 de junho, milhares de professores interditaram uma avenida que dá acesso ao Estádio Azteca, onde ocorrerá a partida inaugural entre México e África do Sul. A CNTE, que se configura como a ala mais ativa dos trabalhadores da educação no país, convocou uma greve nacional desde junho de 2025, ampliando assim sua presença nas ruas.

Contexto

A insatisfação cresce após o anúncio de um modesto reajuste de 10% que será apenas aplicado em setembro de 2026, considerado insuficiente frente ao aumento do custo de vida.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educação (SNTE), que adota uma postura mais moderada, solicita um reajuste de 13%. No entanto, os professores da CNTE afirmam que o salário inicial é insuficiente, com muitos ganhando entre R$ 2.400 e R$ 4.200, enquanto o rendimento médio de entrada chega a apenas R$ 2.000.

Pressão Internacional

Com a Copa do Mundo se aproximando, as reivindicações ganham um caráter de urgência e visibilidade internacional. O México espera receber até 5 milhões de turistas e, por isso, as manifestações têm atraído a atenção da mídia. Recentemente, manifestantes ocuparam a principal praça da capital, bloquearam ruas importantes e levantaram bandeiras com mensagens como 'sem solução, a bola não rola'.

A ocupação do Zócalo levou ao cancelamento de atividades da FIFA, gerando repercussão negativa.

Incidentes de violência, como confrontos com a polícia que resultaram em uso de gás lacrimogêneo, foram registrados. Alguns manifestantes invadiram o Ministério da Educação, onde um incêndio foi relatado.

A presidente Claudia Sheinbaum descreveu os atos como provocativos e descreveu uma parte dos manifestantes como não sendo professores. O governo tem evitado repressão severa para não causar uma má impressão internacional.

Esses desdobramentos já começam a impactar a economia local, com estimativas de perdas em torno de R$ 119 milhões devido aos protestos, bloqueios e vandalismo.

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