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política
2 min de leitura

Repartição de Recursos Públicos no Brasil: Como o Voto Influencia o Fundo Partidário

Entenda como a relevância eleitoral impacta o acesso dos partidos aos fundos públicos.

Giovani Ferreira29 de março de 2026 às 04:10
Repartição de Recursos Públicos no Brasil: Como o Voto Influencia o Fundo Partidário

No Brasil, o financiamento de partidos políticos é intimamente ligado à sua importância nas eleições, com um sistema que mescla diversas fontes de recursos. As principais incluem o Fundo Partidário, o Fundo Eleitoral e as doações de pessoas físicas.

Fundo Partidário e Seu Funcionamento

Os fundos públicos são distribuídos conforme o desempenho dos partidos nas eleições. Assim, um partido que recebe mais votos e elege um maior número de deputados tem um acesso proporcionalmente maior aos recursos do Fundo Partidário, vital para a manutenção e operações das siglas.

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O Fundo Partidário é essencial para a estrutura dos partidos, permitindo que mantenham suas atividades e servidores

Bruno Lorencini, professor de Direito Eleitoral.

Atualmente, o acesso ao Fundo Partidário depende da cláusula de desempenho: 3% dos votos válidos ou 15 deputados eleitos.

Características do Fundo Partidário

Criado em 1965, o Fundo Partidário é abastecido por verbas do orçamento federal e multas eleitorais.

Em 2025, os repasses do Fundo Partidário alcançaram um recorde de R$ 1,1 bilhão, marcando um crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior.

  • 1Agir
  • 2Democracia Cristã
  • 3Mobiliza
  • 4Novo
  • 5O Democrata
  • 6PCB
  • 7PCO
  • 8PRTB
  • 9PSTU
  • 10Unidade Popular

Infelizmente, dez partidos não puderam acessar os recursos devido ao não cumprimento dos critérios exigidos pela cláusula de desempenho, o que amplia a desigualdade no acesso a fundos.

Fundo Partidário Versus Fundo Eleitoral

O Fundo Partidário, embora não seja utilizado diretamente em campanhas, exerce um papel significativo ao permitir que os partidos se fortaleçam, enquanto o Fundo Eleitoral é destinado estritamente às despesas das eleições, criado após a proibição das doações corporativas.

Em 2025, a distribuição do Fundo Eleitoral seguirá um modelo que combina votos e o número de deputados e senadores.

Para Lorencini, essa estrutura favorece partidos com maior representatividade, possibilitando investimentos mais robustos em suas campanhas.

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