Romeu Zema apresenta plano de governo audacioso e polêmico
Propostas incluem revisão do STF e privatizações em larga escala

O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema, do partido Novo, apresentou nesta quinta-feira (16) um plano de governo que promete reformular as instituições brasileiras com um foco especial no Supremo Tribunal Federal, além de implementar privatizações e fortalecer um modelo econômico minimalista.
Diretrizes do plano
Intitulado "O Brasil sem intocáveis", o projeto de Zema destaca a necessidade de uma revisão profunda no funcionamento das instituições, com a proposta mais emblemática sendo a reestruturação do STF. A mudança sugerida inclui o estabelecimento de mandatos para os ministros, aumento da idade mínima para ocupação do cargo e restrições para parentes que atuam em escritórios de advocacia.
✨ Zema busca uma "nova" Corte Suprema onde seus membros sejam responsabilizados por suas decisões.
Zema já declarou: "Minha primeira medida será propor ao Congresso um novo Supremo. Um Supremo em que seus membros prestem contas dos seus atos". O plano se aproxima das ideias de Javier Milei, combinando um Estado extremamente reduzido com a crítica a instituições vistas como redutos de privilégios.
Economia e privatizações
No âmbito econômico, a estratégia de Zema prevê uma drástica diminuição da intervenção estatal, incluindo a privatização de todas as estatais, mesmo as que são consideradas estratégicas. Sua equipe sugere um "choque fiscal" através de cortes de gastos e redução significativa de impostos.
As propostas contemplam a retomada de regras rigorosas de controle fiscal e a transferência de responsabilidades do governo para a iniciativa privada, enquanto o pré-candidato critica abertamente o modelo econômico atual.
Mudanças trabalhistas e segurança
Entre outras mudanças, Zema pretende reestruturar as leis trabalhistas com a introdução de um regime alternativo à CLT, buscando aumentar a liberdade de negociação entre trabalhadores e empregadores. Essa proposta pode incluir contratos flexíveis, alterando também direitos trabalhistas como férias.
Na área da segurança pública, sua abordagem é mais rigorosa, propondo o tratamento de facções criminosas como organizações terroristas, aumento das penas e a discussão sobre a redução da maioridade penal. Durante sua apresentação, salientou: "Crime de adulto vai ter pena de adulto," defendendo punições mais severas.
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