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Senado aprova medidas fiscais que podem custar R$ 250 bilhões

Projeto inclui renegociação de dívidas e aumento de salários na saúde

Camila Souza Ramos11 de junho de 2026 às 13:20
Senado aprova medidas fiscais que podem custar R$ 250 bilhões

O Senado aprovou, em uma única sessão, três importantes medidas fiscais que podem impactar negativamente as contas públicas, totalizando cerca de R$ 250 bilhões. Entre as iniciativas estão a renegociação de dívidas do setor agropecuário, a criação de aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e o aumento do piso salarial de médicos e dentistas.

Medidas com foco fiscal

Essas propostas foram avançadas em um momento crítico, uma vez que o governo federal busca cumprir suas metas fiscais. A equipe econômica expressou preocupação com o potencial aumento de despesas obrigatórias e a pressão sobre o orçamento, sem clareza sobre as fontes de financiamento necessárias.

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As medidas podem aumentar a necessidade de endividamento do poder público, o que é motivo de preocupação para a equipe econômica

Dario Durigan, Ministro da Fazenda

A renegociação de dívidas rurais poderá afetar cerca de R$ 180 bilhões, enquanto outras propostas terão impactos financeiros significativos a longo prazo.

Contexto das Medidas

O projeto de renegociação possibilitará a reestruturação de dívidas utilizando recursos do Fundo Social do Pré-Sal. Além disso, a nova aposentadoria especial beneficiará aproximadamente 400 mil agentes de saúde, enquanto o piso salarial para médicos foi fixado em R$ 14.589 mensais em jornada reduzida.

Após a aprovação no Senado, o projeto de renegociação seguirá para uma nova análise na Câmara dos Deputados devido às alterações realizadas. O Ministro Durigan comentou que o foco da proposta é apoiar apenas aqueles agricultores que estiverem em situação comprovada de dificuldades financeiras.

O impacto fiscal das novas medidas é um tema delicado, pois muitos especialistas têm apontado que os custos podem não se alinhar com a realidade das contas públicas atuais. Não foram dados prazos específicos para a revisão do projeto ou os critérios para que os produtores possam aderir.

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