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política
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Sheinbaum critica interferência dos EUA e defende soberania do México

Presidenta mexicana responde a acusações e operação da CIA no país

Fernanda Lima01 de junho de 2026 às 18:20
Sheinbaum critica interferência dos EUA e defende soberania do México

A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, denunciou, nesta segunda-feira (1º), a interferência dos Estados Unidos na política nacional, após uma operação da CIA que resultou na morte de dois agentes americanos. Mesmo ao criticar essa intromissão, Sheinbaum isentou Donald Trump de qualquer responsabilidade.

A declaração foi feita em um momento de crescente tensão entre os dois países, originada pela revelação de uma operação não autorizada da CIA no México. A situação se agravou com as alegações de que o governador do estado de Sinaloa, Rubén Rocha, teria laços com o cartel de drogas liderado por Joaquín 'El Chapo' Guzmán, que cumpre pena nos EUA.

Acusações e Soberania

Sheinbaum acusou grupos de extrema direita nos EUA de orquestrar uma campanha contra seu governo. Durante sua coletiva habitual, afirmou: "Não acredito que Trump esteja por trás dessa ofensiva e sim setores que buscam prejudicar nossas relações". Ela se indagou se os EUA estariam utilizando o México como uma plataforma para suas próprias disputas eleitorais.

A presidenta afirmou: "O México não é saco de pancadas de ninguém!"

"

Estão tentando influenciar as eleições de 2027?

Claudia Sheinbaum

Contexto

O México realizará eleições em 2027, que incluirão deputados e governadores em mais de metade dos 32 estados, o que pode afetar a política interna e as relações bilaterais.

Guadalupe Correa-Cabrera, pesquisadora da George Mason University, destacou que a defesa da soberania é uma estratégia de Sheinbaum para reforçar seu apoio em um momento em que enfrenta crises relacionadas a denúncias de corrupção entre seus aliados.

Por sua vez, Rubén Rocha, do partido Morena, pediu licença após um pedido de prisão e extradição feito pela Procuradoria de Nova York. A presidenta enfatizou que ações devem ser baseadas em provas concretas, evidenciando sua postura cautelosa em relação ao caso.

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