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STF impõe sigilo em investigações sobre Daniel Vorcaro e conexões políticas

Ministro André Mendonça reestabelece sigilo após publicações sobre fraudes

Camila Souza Ramos25 de junho de 2026 às 20:10
STF impõe sigilo em investigações sobre Daniel Vorcaro e conexões políticas

Na última quarta-feira (24), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu reestabelecer o sigilo em processos relativos às investigações da Polícia Federal sobre ações de Daniel Vorcaro, seu pai e primo, assim como suas relações com o senador Ciro Nogueira.

Essa decisão se seguiu à liberação dos documentos, que foi feita em 16 de junho por Mendonça. O restabelecimento do sigilo ocorreu logo após o julgamento que visava discutir a prisão de Henrique e Felipe Vorcaro, que acabou por manter as prisões preventivas decididas pela Segunda Turma do STF.

Gilmar Mendes e André Mendonça divergiram em sessão, levantando questionamentos sobre a condução das investigações e eventuais abusos durante as operações.

Durante a análise do caso, Mendes criticou a possibilidade de as prisões serem usadas como fator de pressão para acordos de delação. Ele ressaltou que a operação, similar à Lava Jato, poderia estar extrapolando limites constitucionais.

Mendonça, responder às acusações de Mendes, reafirmou a necessidade de um combate efetivo à criminalidade, ressaltando que sua atuação como relator não seria desacreditada de forma inadequada.

Contexto das investigações

O caso investiga ações fraudulentas relacionadas ao Banco Master, complicando a situação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e suas conexões políticas.

Mendonça ainda relatou que se recusou a aceitar propostas de delação seletiva, afirmando que não estava interessado nesse tipo de acordo. O debate sobre a legalidade e a moralidade de tais práticas tem sido um ponto central na discussão sobre o andamento das investigações.

Recentemente, Mendes apontou que Mendonça cometeu um 'erro crasso' ao se envolver nas negociações relacionadas a delações, ressaltando que essa responsabilidade é exclusiva da Polícia Federal e do Ministério Público.

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