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política
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Suprema Corte da Colômbia suspende proibição a Abelardo de la Espriella

Candidato presidencial de extrema-direita pode continuar usando símbolos nacionais

João Pereira12 de junho de 2026 às 19:50
Suprema Corte da Colômbia suspende proibição a Abelardo de la Espriella

A Suprema Corte da Colômbia decidiu nesta sexta-feira (12) suspender a proibição imposta a Abelardo de la Espriella, candidato presidencial de extrema-direita, permitindo que ele utilize símbolos nacionais e seu lema 'firmes pela pátria' em sua campanha.

Abelardo, advogado de 47 anos, é conhecido por usar uma saudação militar e exibir insígnias nacionais em suas atividades políticas, que são frequentemente acompanhadas de bandeiras da Colômbia e camisetas da seleção de futebol.

Reversão da proibição

A decisão da Suprema Corte seguiu uma determinação de um tribunal em Bogotá, que havia solicitado a retirada de toda a propaganda política que envolvesse a bandera nacional, saudações militares e referências às entidades de segurança do país. No entanto, a Corte considerou a suspensão uma medida urgente enquanto analisa um recurso apresentado por De la Espriella.

A suspensão da proibição é uma vitória temporária para De la Espriella, que se manifestou contra as restrições.

Essa controvérsia se dá em um momento crucial, a poucas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 21 de junho, onde De la Espriella disputará a presidência contra o senador de esquerda Iván Cepeda.

De la Espriella já havia declarado que pretende desobedecer a ordens judiciais que considera excessivas, afirmando que 'querem nos proibir basicamente toda a campanha'.

Além disso, na quinta-feira, uma juíza revogou outra restrição que impedia De la Espriella de usar a camisa da seleção de futebol, alegando 'falta de clareza' na decisão original e apontando um 'cenário de incerteza jurídica'.

Acusações de apropriação do símbolo nacional têm sido levantadas, com a esquerda comparando suas ações às de Jair Bolsonaro no Brasil.

As eleições na Colômbia estão acontecendo em um contexto de crescente violência, enquanto o país se prepara para escolher o sucessor de Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da história colombiana. De la Espriella, admirador de Donald Trump, promete uma postura firme contra o crime e medidas de austeridade, enquanto Cepeda defende maiores investimentos sociais e a continuidade dos diálogos de paz com grupos armados.

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