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política
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Suprema Corte dos EUA limita participação de atletas trans em competições femininas

Decisão é comemorada como vitória por Donald Trump

Ricardo Alves30 de junho de 2026 às 12:50
Suprema Corte dos EUA limita participação de atletas trans em competições femininas

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta terça-feira, 30, em favor de legislações que proíbem a participação de atletas transgêneros em competições femininas em escolas públicas e universidades. Com essa medida, os estados podem exigir que os estudantes sejam alocados em equipes de acordo com o sexo que lhes foi atribuído ao nascer.

Mais da metade dos estados americanos já implementou normas semelhantes. O ex-presidente Donald Trump comemorou a decisão, chamando-a de uma 'grande vitória'. Em uma postagem em sua rede social, Truth Social, ele ressaltou: “A Suprema Corte acaba de DECIDIR CONTRA HOMENS JOGAREM EM ESPORTES FEMININOS. Uau! Isso tira essa situação ridícula da mesa!!!”

Os juízes fundamentaram sua decisão lembrando que o Título IX da Constituição dos EUA proíbe a discriminação por questões de sexo. A controversa legislação foi contestada por uma atleta transgênero da Virgínia Ocidental, que argumentou que a definição de sexo deveria incluir considerações de gênero e não apenas aspectos biológicos.

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O termo ‘sexo’ no Título IX (…) não pode, de forma plausível, ser interpretado como referência para outra coisa que não seja o sexo biológico.

A atleta em questão solicitou uma exceção para competidoras que são biologicamente homens e que se identificam como mulheres, tendo passado por terapia hormonal ou bloqueadores de puberdade. Contudo, a Corte decidiu que é razoável manter equipes segregadas para homens e mulheres biológicas, devido às diferenças físicas entre os sexos.

Os juízes reconheceram que a teoria de gênero começou a ser discutida amplamente nos anos 70, mas afirmaram que essa teoria não pode ser aplicada nas competições esportivas.

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