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Política
2 min de leitura

TCU investiga uso de recursos do Desenrola 2.0 sem orçamento

Fundo de garantia do programa se torna foco de análise do Tribunal

Giovani FerreiraAtualizado 12 de junho às 05:10
A
TCU investiga uso de recursos do Desenrola 2.0 sem orçamento
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O Tribunal de Contas da União (TCU) está investigando a adequação da transferência de recursos, que totalizam R$ 5,7 bilhões, para um fundo que garante as operações do Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas, lançado em ano eleitoral.

Esse fundo, denominado Fundo de Garantia de Operações (FGO), é utilizado para garantir as renegociações das dívidas dos trabalhadores. O uso desses recursos está sendo questionado, já que não passa pelo orçamento público, o que evita os limites de gastos estabelecidos, como a regra de não ultrapassar 2,5% de aumento anual.

✨ A limitação de despesas já impacta setores cruciais, incluindo fiscalização e serviços à população.

Recentemente, o governo bloqueou R$ 23,7 bilhões do orçamento dos ministérios, uma ação que indica a severidade da situação financeira. Essa abordagem já gerou consequências em áreas como investimento em tecnologia e atividades de regulação.

Análise do TCU

O TCU está avaliando se a aplicação desses recursos está em conformidade com a Lei 14.973, de 2024, que requer que, após o prazo de resgate, os depósitos sejam reconduzidos ao Tesouro Nacional como receita pública. A lei foi alterada pela Medida Provisória que institui o Desenrola 2.0, a qual ainda precisa do aval do Congresso Nacional.

Além disso, o Ministério da Fazenda defende que os recursos em questão permanecem privados e que a participação do governo no programa é uma colaboração com o setor privado, cujo objetivo é facilitar a renegociação de dívidas.

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Posição do governo

Ao ser questionado sobre a legalidade da utilização desses fundos sem transitar pelo orçamento, o Ministério da Fazenda afirmou que se trata de valores privados e que, portanto, não infringem a legislação orçamentária, mesmo sendo alocados em um programa do governo.

Casos anteriores de auditoria do TCU indicam que o uso de recursos fora do orçamento pode comprometer a transparência fiscal. O tribunal já havia alertado sobre práticas semelhantes no passado, ressaltando a necessidade de garantir que todas as despesas públicas respeitem as normas orçamentárias vigentes.

✨ Em 2025, o TCU aprovou contas do governo com ressalvas, destacando a gestão de recursos que não transitam pelo orçamento como uma preocupação contínua.

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Giovani Ferreira

Jornalista especializado em Política com mais de 10 anos de experiência. Apaixonado por contar histórias que fazem a diferença.

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