Governo mantém medidas de apoio aos combustíveis, mas sem novas subvenções

O governo brasileiro, representado pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti, descartou a reintrodução da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, mesmo com a forte alta do preço do petróleo, que se aproxima de US$ 100 por barril. Essa decisão foi anunciada durante a apresentação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.
Moretti argumentou que não houve impacto significativo nos preços internos dos combustíveis que justificasse a volta desse subsídio. "É importante observar o preço final ao consumidor e, por isso, decidimos manter a subvenção existente de R$ 1,12", afirmou o ministro.
✨ Governo já gastou R$ 14,55 bilhões para atenuar a alta dos combustíveis.
Embora não tenha restabelecido o benefício adicional, o governo optou por manter outras medidas de apoio, como o subsídio de R$ 1,12 para o diesel e de R$ 0,44 para a gasolina, o último dos quais foi prorrogado por mais um mês. O custo da subvenção à gasolina é estimado em R$ 1,3 bilhão mensalmente, enquanto o apoio ao diesel implica em aproximadamente R$ 5,5 bilhões.
A decisão de acabar com o subsídio adicional ao diesel se deu após a queda dos preços do petróleo, que seguiu a trégua entre EUA e Irã. No entanto, a retomada de ataques na região trouxe incertezas e pressões sobre os preços internacionais, levando o governo a manter parcialmente os subsídios.
O governo possui um bloqueio de R$ 17,9 bilhões em despesas para garantir o cumprimento da meta fiscal estabelecida, que é um superávit primário de R$ 10,8 bilhões para o ano.
Apesar do aumento das despesas com combustíveis, que poderão se agravar nos próximos meses, Moretti assegurou que o efeito será considerado na próxima revisão das contas públicas. O plano do governo é evitar qualquer descumprimento das metas fiscais por meio do contingenciamento adequado.
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Jornalista especializado em Economia

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