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Venezuela enfrenta crises após terremotos que mataram 1.700

Impacto severo com intensa necessidade de ajuda humanitária

Acro Rodrigues30 de junho de 2026 às 09:30
Venezuela enfrenta crises após terremotos que mataram 1.700

As operações de resgate continuam nesta terça-feira, 30, na Venezuela após os devastadores terremotos da semana passada que resultaram em pelo menos 1.700 mortes e deixaram dezenas de milhares desaparecidos.

O cenário é alarmante, com agências da ONU alertando sobre a escassez de alimentos e um risco crescente de surtos de doenças. A frustração da população é palpável, especialmente em um momento de crise já profunda no país.

A NASA identificou mais de 58 mil edifícios danificados ou destruidos pelas décadas de 7,2 e 7,5 graus de magnitude.

A ajuda humanitária está concentrada em atender as necessidades daqueles que perderam suas casas. "Estamos dormindo no chão", afirmou Jenny Tortoza, uma residente de Catia La Mar, descrevendo as duras condições em que se encontra.

Condições de Vida Críticas

Na região mais atingida, a escassez de alimentos e a falência dos serviços básicos são alarmantes, segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados.

As tensões dentro das comunidades aumentam à medida que o acesso ao auxílio humanitário permanece restrito.

Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, destacou a crescente pressão nos serviços de saúde e o aumento dos riscos de doenças infecciosas como sarampo e difteria.

Operações de Resgate e Desdobramentos

Para facilitar a entrega de suprimentos, os marines americanos reativaram o porto de La Guaira, um dos principais do país, crucial para a distribuição de ajuda.

Os terremotos, considerados os mais severos da América Latina em um século, não apenas destroçaram a infraestrutura, mas também paralisaram o principal aeroporto do país.

Equipes de resgate de 27 países, totalizando mais de 2 mil pessoas, estão mobilizadas na busca por sobreviventes, auxiliadas por 160 cães treinados.

Um esperado resgate foi realizado na segunda-feira em Tanaguarena, onde um jovem de 21 anos foi encontrado vivo sob os escombros.

O governo local confirmou que 855 edifícios foram danificados, com 189 desabamentos totais, enquanto a ONU estima que quase 7 milhões de pessoas estejam desabrigadas, com danos materiais que superam 6,7 bilhões de dólares.

Desespero e Luto

Os crematórios em Caracas estão operando em sua capacidade máxima devido à quantidade elevada de falecimentos. Sergio Vergara, que perdeu um sobrinho nos desabamentos em La Guaira, expressou a dor e a agonia em meio ao luto coletivo.

Wilker Molalla, que aguarda a identificação dos corpos de seus familiares, manifestou sua desesperança ao afirmar: "Minha família está ali".

A sensação de insegurança é prevalente na população, que teme novas tragédias, conforme descrito por Sergio Vergara: "Não consigo dormir sob um teto, tenho pânico de morrer esmagado".

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