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Saúde
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Anvisa aprova Columvi, tratamento inovador para linfoma agressivo

Novo medicamento apresenta resultados promissores na luta contra o LDGCB

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 21:01
Anvisa aprova Columvi, tratamento inovador para linfoma agressivo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a utilização do Columvi (glofitamabe), um medicamento inovador destinado ao tratamento de adultos diagnosticados com Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB), uma forma agressiva de câncer no sangue.

Este tipo de linfoma é considerado o mais comum entre os não-Hodgkin, correspondendo a aproximadamente 33% dos casos. Anualmente, estima-se que cerca de quatro mil pessoas no Brasil recebam esse diagnóstico.

Destinado a pacientes que não responderam à primeira linha de tratamento ou que não são candidatos a transplante autólogo de células-tronco, o Columvi também serve àqueles que se encontram em estágios mais avançados da doença.

O glofitamabe é um anticorpo biespecífico que conecta as células imunológicas ás células cancerígenas, potencializando a resposta do corpo contra o câncer. Renato Tavares, hematologista da ABHH (Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia), detalha o funcionamento do medicamento.

Resultados do estudo STARGLO mostram que o Columvi reduz em 41% o risco de morte e alcança 50,3% de remissão completa.

Conforme os dados do estudo clínico de Fase III, o Columvi, quando utilizado em combinação com quimioterapia, reduz em 41% o risco de morte em comparação a tratamentos tradicionais. Além disso, 50,3% dos pacientes atingiram remissão total da doença, um número significativo em relação aos 22% observados no grupo controle.

Outra informação relevante é que a terapia também apresentou uma diminuição de 63% no risco de progressão da doença.

O especialista Tavares destaca que, devido à eficácia e ao fácil acesso ao Columvi, muitos pacientes podem começar o tratamento rapidamente após uma recomendação médica, algo crucial, considerando a rapidez com que o linfoma pode avançar. Com uma duração média de 8,3 meses, a infusão do medicamento pode ser feita em ambulatório, sem necessidade de internação.

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