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Saúde
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Anvisa aprova vacina Butantan-Chik para o SUS

Imunizante contra chikungunya será produzido no Brasil.

Giovani Ferreira04 de maio de 2026 às 20:05
Anvisa aprova vacina Butantan-Chik para o SUS

A Anvisa concedeu, nesta segunda-feira (4), ao Instituto Butantan, a autorização para a produção da vacina Butantan-Chik contra chikungunya, que será integrada ao Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante está indicado para adultos de 18 a 59 anos expostos ao vírus.

Com essa autorização, o Instituto Butantan se torna oficialmente responsável pela fabricação da vacina no Brasil, que antes só podia ser produzida nas instalações da farmacêutica Valneva. O governo paulista garantiu que a nova formulação manterá os mesmos padrões de qualidade e eficácia.

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Com o controle maior do processo de fabricação, o Butantan pode oferecer a vacina a preços mais acessíveis, mantendo a segurança e a qualidade

Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan

A vacina teve sua eficácia comprovada em um estudo realizado nos Estados Unidos, onde 4 mil voluntários entre 18 e 65 anos foram vacinados. Os resultados, publicados na revista The Lancet, mostraram que 98,9% dos participantes conseguiram gerar anticorpos contra o vírus.

Os efeitos colaterais mais comuns foram dor de cabeça, fadiga e febre, e a vacina mostrou um bom perfil de segurança.

O lançamento da vacina no SUS ocorrerá em fevereiro de 2026, inicialmente em cidades com altas taxas de chikungunya, conforme um projeto piloto do Ministério da Saúde.

Além do Brasil, o Butantan-Chik já recebeu aprovações em diversos países, incluindo Canadá, regiões da Europa e Reino Unido.

O que é chikungunya?

A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, que também é responsável pela disseminação do vírus da dengue e Zika. Os sintomas incluem febre alta, dores intensas nas articulações e outros desconfortos.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, 2025 teve a marca de 500 mil diagnósticos globais de chikungunya, dos quais mais de 127 mil ocorreram no Brasil, ocasionando 125 mortes, segundo o Ministério da Saúde.

A doença pode induzir a dores articulares crônicas, impactando negativamente a qualidade de vida das vítimas.

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