Flyttr obtém autorização para uso de mosquitos geneticamente modificados
Aprovada comercialização de Aedes aegypti com Wolbachia para combater dengue e zika

A Flyttr, anteriormente chamada Oxitec, revelou nesta quarta-feira que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a produção e venda de mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia. Essa inovação visa bloquear a disseminação dos vírus da dengue, zika e chikungunya.
A Wolbachia é uma bactéria comum em cerca de 60% das espécies de insetos e, ao ser introduzida no Aedes aegypti, diminui significativamente a capacidade do mosquito de transmitir estes vírus. Com essa característica sendo transmitida para suas futuras gerações, a abordagem se torna autossustentável nas comunidades ao longo do tempo.
✨ Vantagens da nova autorização incluem duas linhagens de Wolbachia e metodologia de liberação simplificada.
A autorização concedida à Flyttr é um passo significativo devido a dois aspectos centrais: a inclusão de duas linhagens distintas da Wolbachia, que amplia o escopo da tecnologia para regiões mais quentes, e o método de entrega em caixas, que melhora a logística e elimina a necessidade de biofábrica local.
Contexto
A implantação dessa cepa de mosquito já é uma realidade em países como Malásia e Singapura, onde as autoridades de saúde têm utilizado a tecnologia em grande escala.
A Flyttr aguardava essa autorização desde outubro de 2025, após finalizar as obras de sua fábrica em Campinas, que possui capacidade para produzir até 190 milhões de mosquitos por semana, fazendo da unidade a maior biofábrica do mundo.
"Essa aprovação representa um marco importante não apenas para a Flyttr, mas também para as comunidades afetadas pela dengue em todo o Brasil
A implementação da biofábrica exige investimentos significativos, com a companhia usando recursos próprios e apoio da Fundação Gates. Essa nova abordagem, chamada Plataforma Sparks, busca simplificar toda a cadeia logística, permitindo que os ovos dos mosquitos sejam entregues em pequenas caixas que podem ser facilmente transportadas e ativadas no local.
✨ O Brasil é um exemplo global na adoção de soluções inovadoras em saúde pública.
Natalia Ferreira, diretora-geral da Flyttr no Brasil, ressaltou a importância dessa aprovação, enfatizando a crescente confiança nas ferramentas biológicas para controle de vetores junto às estratégias tradicionais de saúde pública. Ela acredita que isso representa um passo significativo em direção a um futuro onde as comunidades tenham acesso a tecnologias de prevenção eficazes contra a dengue.
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