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Saúde
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Binge drinking pode agravar doenças do fígado, alerta estudo

Pesquisa revela riscos associados ao consumo excessivo de álcool.

João Pereira10 de abril de 2026 às 16:10
Binge drinking pode agravar doenças do fígado, alerta estudo

Um novo estudo destaca os perigos do binge drinking, revelando que a prática pode intensificar doenças hepáticas, especialmente entre indivíduos já diagnosticados com condições relacionadas à disfunção metabólica.

Relação entre binge drinking e doenças hepáticas

A pesquisa, publicada no periódico Clinical Gastroenterology and Hepatology, identifica um risco elevado de fibrose hepática - cicatrização no fígado - em pessoas que consomem quatro ou mais bebidas em um único dia pelo menos uma vez ao mês. A condição conhecida como doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) atinge um terço da população adulta no Brasil.

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O binge drinking é um padrão de consumo que leva a sérios danos ao fígado, mesmo em pessoas sem sobrepeso

Dr. Ramon Andrade de Mello

O estudo aponta que até 16% dos pacientes com MASLD se enquadram como bebedores episódicos excessivos.

Excesso de consumo e seus efeitos

Entre as descobertas, foi revelado que aqueles que consomem grandes quantidades de álcool em um dia específico têm três vezes mais chance de desenvolver fibrose hepática avançada, em comparação com aqueles que distribuem a ingestão ao longo da semana. A pesquisa, que envolveu mais de 8.000 adultos entre 2017 e 2023, sugere que a maneira como o álcool é ingerido é tão relevante quanto a quantidade total consumida.

Fatores de risco

Embora a MASLD afete mais frequentemente indivíduos com sobrepeso, muitos aparentemente saudáveis, incluindo aqueles com IMC normal, podem estar em risco sem saber.

Os resultados destacam a necessidade urgente de educar o público sobre os riscos associados ao consumo excessivo ocasional de álcool, independentemente de outros comportamentos de consumo moderado. 'Este padrão de binge drinking é um verdadeiro problema de saúde pública que deve ser mais abordado por profissionais da saúde', conclui a Dra. Deborah Beranger.

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