Cascas de beterraba transformadas em corante natural para balas
Iniciativa da UEM utiliza resíduos para criar produtos mais nutritivos.

Na Universidade Estadual de Maringá, as cascas de beterraba são aproveitadas como corante natural para balas de gelatina, promovendo uma alternativa saudável aos corantes artificiais.
A pesquisa é liderada pela mestranda Larissa Lira Delariça Navarro, sob a orientação do professor Oscar de Oliveira Santos Jr, no Programa de Pós-Graduação em Ciência de Alimentos do Centro de Ciências Agrárias (CCA).
✨ A proposta transforma resíduos em ingredientes valiosos, com um processo simples e acessível.
Após a coleta no Restaurante Universitário, as cascas são higienizadas e desidratadas em estufa a 50º C por 20 horas, garantindo a integridade dos compostos bioativos. Em seguida, elas são trituradas até obter uma farinha rica em minerais e antioxidantes.
"Esse processo foi otimizado para ser reproduzido em indústrias e residências, utilizando fornos convencionais
Essa farinha é utilizada nas balas, que têm sua formulação composta por suco natural de maçã, gelatina e ácido cítrico, garantindo um produto com paladar agradável e perfil saudável.
Os produtores destacam a fácil aceitação do sabor, sem interferências indesejadas, o que é crucial para atrair o consumidor.
Relevância do Corante Natural
Além de colorir, a farinha de beterraba oferece antioxidantes que combatem radicais livres, ajudando na saúde do consumidor.
A pesquisa não se limita à beterraba. Experimentos com cascas de cenoura e cebola estão em andamento, visando enriquecer alimentos comuns com essas farinhas.
Os pesquisadores pretendem incorporar esses novos ingredientes em pães, bolos e outros pratos, ampliando o uso de resíduos e melhorando o valor nutricional dos alimentos.
✨ A viabilidade econômica do projeto é uma de suas grandes vantagens, permitindo um aproveitamento eficiente de materiais que seriam descartados.
As etapas de produção são de baixo custo e podem ser realizadas com recursos mínimos, utilizando métodos acessíveis e já conhecidos na culinária.
O modelo começa a ser implementado no próprio Restaurante Universitário, que serve mais de três mil refeições diárias, e as receitas passarão por testes antes de serem oferecidas ao público externo.
Com seis meses de desenvolvimento, a pesquisa avança para testes de aplicação e ajustes nas concentrações de ingredientes, com o objetivo de disponibilizar os produtos em breve.
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