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Saúde
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Casos suspeitos de ebola em SP e RJ preocupam autoridades de saúde

Medidas de isolamento são adotadas após surgimento de sintomas

João Pereira01 de junho de 2026 às 05:45
Casos suspeitos de ebola em SP e RJ preocupam autoridades de saúde

Dois homens com sintomas de ebola estão sob isolamento em São Paulo e no Rio de Janeiro, conforme anúncio feito pelas autoridades sanitárias neste domingo, 31. Até o momento, a presença do vírus foi descartada em um dos casos.

As medidas de segurança foram intensificadas no Brasil após a notificação de casos suspeitos de ebola, em meio ao surto que afeta a África Central. O Ministério da Saúde reafirmou que não há confirmação da infecção em nenhum dos dois pacientes.

Casos em Detalhe

No Rio de Janeiro, um homem oriundo de Uganda foi isolado após entrar no Brasil em 22 de maio. Ele apresentou sintomas como tosse, calafrios e diarreia, e foi diagnosticado com malária, mas os testes de ebola resultaram negativos. Apesar disso, o paciente permanece em observação até que as investigações sejam finalizadas.

Em São Paulo, um homem de 37 anos, que retornou da República Democrática do Congo (RDC), apresentou sintomas associados a febres hemorrágicas virais. Ele foi internado em estado grave no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, onde está em isolamento enquanto exames são realizados para verificar a possibilidade de ebola. Este paciente testou positivo para uma grave meningite.

Autoridades afirmam que o risco de transmissão do ebola no Brasil e na América do Sul é considerado baixo.

Contexto do Surto

Desde a declaração do surto em 15 de maio, mais de 1.000 casos suspeitos de ebola foram detectados na RDC, causando quase 250 mortes. A cepa envolvida, conhecida como Bundibugyo, não possui vacina ou tratamento específico.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o alerta para emergência de saúde pública de importância internacional em 17 de maio, devido à gravidade da situação nas regiões afetadas. O vírus é transmitido por fluidos corporais e apresenta um período de incubação que pode se estender até 21 dias.

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