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Saúde
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Cresce o risco de sarampo em São Paulo devido à Copa do Mundo

Cinco casos confirmados e alerta sobre a circulação viral nas Américas.

Gabriel Rodrigues14 de julho de 2026 às 13:05
Cresce o risco de sarampo em São Paulo devido à Copa do Mundo

O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), em colaboração com a Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE), confirmou cinco casos de sarampo em São Paulo durante junho de 2026. Esta situação ocorre em um contexto de aumento significativo na circulação viral do sarampo nas Américas.

A realização da Copa do Mundo de 2026 nos países-sede, Estados Unidos, México e Canadá, intensifica as preocupações, pois esses locais têm registrado um aumento significativo da doença, elevando o risco de exposição para os viajantes brasileiros.

Medidas de prevenção são fundamentais para evitar um surto maior.

Formas de Transmissão

O sarampo é altamente contagioso e transmite-se pelo ar através de partículas respiratórias que se dispersam durante tosses, espirros ou até mesmo respirações normais. O vírus pode permanecer no ambiente por até duas horas, permitindo que uma única pessoa infectada transmita o vírus para 15 a 20 pessoas em um espaço fechado.

Sintomas e Riscos

Os sintomas iniciais incluem febre alta, erupções cutâneas vermelhas, tosse, coriza e conjuntivite. Antes das manchas na pele, podem aparecer manchas brancas na mucosa da boca, conhecidas como manchas de Koplik, um indicativo clássico da doença.

Crianças menores de cinco anos, especialmente aquelas com menos de um ano, gestantes, indivíduos com sistema imunológico comprometido e adultos não vacinados estão em maior risco de complicações graves e morte. Entre as possíveis complicações estão pneumonia e encefalite.

Vacinação

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é recomendada para pessoas entre 20 e 29 anos em duas doses. Indivíduos de 30 a 59 anos devem receber uma única dose, exceto para profissionais de saúde, que necessitam de duas.

As crianças devem ser vacinadas na infância, recebendo a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, através da vacina tetraviral ou da tríplice viral com a vacina contra varicela. O esquema vacinal deve ser mantido mesmo durante surtos ativos.

Tratamento e Prevenção

Não há tratamento específico para eliminar o sarampo; o cuidado é sintomático, incluindo repouso e hidratação. A vacinação contínua é a principal arma contra a doença, e pessoas com sintomas suspeitos devem isolar-se para evitar a transmissão.

Além disso, recomenda-se que indivíduos apresentando febre e erupções cutâneas, sobretudo aqueles com histórico recente de viagens, busquem assistência médica imediata.

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