Cuidado com taturanas: venenosas e perigosas, alerta Butantan
Instituto Butantan emite aviso sobre lagartas letal em todo o Brasil

O Instituto Butantan lançou um alerta sobre as taturanas, lagartas potencialmente perigosas que podem ser encontradas em jardins, hortas e áreas próximas a florestas nativas. Algumas espécies do gênero Lonomia possuem venenos que podem causar reações severas, incluindo a morte.
✨ Não colete taturanas sem orientação profissional.
A orientação é evitar o manuseio sem supervisão de especialistas. Caso seja impossível aguardar, o uso de luvas de borracha e uma pinça longa é essencial para garantir a segurança ao lidar com esses insetos.
Importância da coleta
A transferência das taturanas para as Centrais de Zoonoses ou diretamente para o Butantan é vital, dado que o Brasil e a Colômbia são os únicos países que produzem o soro antiveneno. O Butantan, responsável pela produção do soro desde os anos 90, fabrica cerca de 5 mil doses por ano, embora já tenha chegado a 17 mil em períodos anteriores.
Contexto sobre o soro
O veneno das taturanas é extraído de cerdas que, ao serem machucadas, liberam toxinas perigosas. Existem 60 espécies conhecidas de Lonomia, sete das quais podem provocar hemorragias graves. No Brasil, há 13 espécies registradas, quatro das quais são particularmente perigosas.
Entre 2019 e 2023, o Brasil registrou 26.941 acidentes com lagartas, representando cerca de 1,86% de todos os incidentes com animais peçonhentos. Uma das dúvidas mais comuns é se a dor ao tocar numa taturana é causada por uma picada ou queimadura; a resposta, segundo os especialistas do Butantan, é que o fenômeno é conhecido como erucismo.
Sintomas e cuidados
Os efeitos do contato com as Lonomia incluem dor, queimaduras, vermelhidão e até inchaço. Após algumas horas, podem surgir dor de cabeça, náuseas e alterações na coagulação sanguínea, resultando em hemorragias. A única recomendação segura é lavar a área afetada com água e sabão e buscar atendimento médico imediatamente.
✨ Nunca use remédios caseiros.
A vigilância da população é essencial para a detecção das taturanas. Muitas vezes, moradores de áreas florestais ajudam a comunicar a presença destas lagartas, possibilitando o envio de equipes capacitadas para a coleta e envio ao Butantan.
Distribuição do soro
As doses do soro antiveneno são distribuídas pelo Ministério da Saúde através do Sistema Único de Saúde (SUS). O instituto também já enviou o soro para vários países da América do Sul, contribuindo para a salvaguarda de vidas. Um exemplo recente foi a recuperação de um cidadão britânico que sofreu envenenamento na Guiana, após o envio rápido do antídoto pelo Butantan.
É importante ressaltar que o soro não é vendido diretamente e deve ser administrado em ambientes controlados por profissionais de saúde.
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