Dia Mundial de Parkinson alerta para sinais precoces da doença
Especialistas destacam sintomas que podem surgir até 20 anos antes do diagnóstico

O Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, em 11 de abril, destaca a importância de reconhecer sintomas que podem preceder o diagnóstico, como problemas intestinais e alterações no olfato, que podem aparecer até 20 anos antes.
Com cerca de 10 milhões de casos globais, segundo a Organização Mundial da Saúde, o número pode dobrar até 2050, impulsionado pelo envelhecimento da população. No Brasil, aproximadamente 200 mil pessoas são afetadas pela condição.
✨ Os sintomas não motores são um sinal de alerta crucial para a Doença de Parkinson.
Entendendo o Parkinson
A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa que resulta na perda de neurônios responsáveis pela produção de dopamina no cérebro. Essa falta de dopamina afeta o controle motor, causando sintomas como tremor e rigidez muscular.
Sinais precoces e sintomas
Embora o tremor seja o sintoma mais conhecido, existem manifestações não motoras que podem surgir anos antes. Entre elas estão:
- 1Constipação: problemas intestinais podem antecipar o diagnóstico.
- 2Alterações no olfato: a hiposmia é comum e pode ser um alerta.
- 3Distúrbios do sono REM: movimentos anormais e sonhos intensos são indicadores.
- 4Depressão: sintomas depressivos podem preceder sinais motores.
Esses sintomas podem evoluir para quadros mais graves, incluindo ansiedade e comprometimento cognitivo.
Tratamentos disponíveis
Atualmente, não existe cura para a Doença de Parkinson. O tratamento visa controlar os sintomas e manter a qualidade de vida dos pacientes. Isso inclui a administração de medicamentos que mimetizam a ação da dopamina, aliada a fisioterapia e atividade física.
Intervenções cirúrgicas, como a estimulação cerebral profunda e novas técnicas terapêuticas, podem ser consideradas em casos mais avançados.
Pesquisas sobre possíveis curas, incluindo a modulação da proteína alfa-sinucleína e terapias gênicas, estão em andamento. Com atendimento apropriado, é possível que pacientes mantenham sua autonomia e qualidade de vida por um longo período.
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